Morre o terceiro preso na Casa de Custódia este ano
Um preso identificado como Lenilson Pereira da Silva, 27 anos, foi morto dentro da Casa de Custódia de Teresina; o corpo ser encontrado coberto por lençóis dentro de um tambor de lixo, de acordo com o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi); é o terceiro assassinato este ano no mesmo presídio; de acordo com o Sinpoljuspi, um exame preliminar apontou que o preso teve o pescoço quebrado
Piauí 247 - Um preso identificado como Lenilson Pereira da Silva, 27 anos, foi morto dentro da Casa de Custódia de Teresina na madrugada desta segunda-feira (27). O corpo ser encontrado coberto por lençóis dentro de um tambor de lixo, de acordo com o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi). É o terceiro assassinato este ano no mesmo presídio. De acordo com o Sinpoljuspi, um exame preliminar apontou que o preso teve o pescoço quebrado. O presídio mantém atualmente mais de 980 presos custodiados, quase o triplo da capacidade (330). Agentes penitenciários denunciam a superlotação como um dos agravantes nos crimes cometidos entre os próprios detentos.
A Secretaria Estadual de Justiça (Sejus) informou que Lenilson Pereira estava preso por homicídio na cela 16 do pavilhão G e também havia sido indiciado por participar da morte do detento Tiago da Silva Araújo, que ocorreu em setembro do ano passado. “Provavelmente assassinaram ele na madrugada e, na tentativa de apagar qualquer indício que levasse aos autores do crime, esconderam o corpo no tambor do lixo, uma forma de despistar. Os agentes encontraram o corpo nessa manhã”, disse Kleiton Holanda, vice-presidente do Sinpoljuspi.
“A situação é mais delicada a cada dia no sistema prisional do estado. Estamos assistindo a evolução da criminalidade e nós agentes ficamos à mercê disso tudo. Em estados com população carcerária maior não se morre tanto preso por aqui. Já são seis mortes somente esse ano, média de uma a cada 15 dias”, acrescentou. O relato é do G1.
A Delegacia de Homicídios e o Instituto de Medicina Legal (IML) foram acionados para iniciar os procedimentos periciais e investigações sobre o caso.
Em nota, a Secretaria de Justiça do Piauí disse que uma equipe de assistência social está providenciando contato e auxílio aos familiares do presidiário. Um procedimento administrativo e uma sindicância foram abertos na Custódia e na Sejus para apurar o ocorrido.
