HOME > Geral

Mortos pela polícia aumentam 148% em AL

De acordo com o 9º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o número de pessoas mortas por policiais aumentou 148% em um ano em Alagoas; levantamento, em 2014, mostra que 77 pessoas foram mortas em decorrência de intervenção policial; em 2013, foram 31; a maior parte das mortes ocorreu quando os policiais estavam em pleno exercício da função

De acordo com o 9º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o número de pessoas mortas por policiais aumentou 148% em um ano em Alagoas; levantamento, em 2014, mostra que 77 pessoas foram mortas em decorrência de intervenção policial; em 2013, foram 31; a maior parte das mortes ocorreu quando os policiais estavam em pleno exercício da função (Foto: Voney Malta)

Alagoas247 - Dados que constam no 9º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), evidencia que Alagoas permanecia no topo de mortes violentas do País em 2014, embora apresentando uma leve queda de 3,5% em relação ao ano anterior. No entanto, chama a atenção o número de pessoas assassinadas por policiais, que aumentou 148% em um ano aqui no estado, sendo a segunda causa de mortes por violência; só ficando atrás dos homicídios dolosos (quando há intenção de matar).

O levantamento mostra que 77 pessoas foram mortas, ano passado, em decorrência de intervenção policial. Em 2013, foram 31. A maior parte dos crimes (70 deles) ocorreu quando os policiais estavam em pleno exercício da função. Somente sete foram registrados quando o agente da segurança pública estava fora de serviço. Apesar da quantidade ser menor, em 2013, a maioria das mortes também ocorreu enquanto os policiais estavam em atividade. Nestes dois períodos comparados pela pesquisa, a gestão estadual era de responsabilidade do então governador Teotônio Vilela Filho (PSDB), que fez várias trocas do comando-geral da Polícia Militar.

O anuário expõe que Alagoas registrou, em 2014, 2.208 mortes violentas intencionais (que incluem os homicídios dolosos, latrocínios e lesão seguida de morte. Em 2013, foram 2.273, representando a taxa de 66,5 mortes por cada grupo de 100 mil habitantes. O índice é o maior dentre as demais unidades da Federação. O segundo, com taxa de 50,8 mortes é o Ceará. A média do Brasil ficou em 28,9 mortes e cresceu 3,9% em relação ao ano de 2013.

A amostragem, de forma inédita, separou as vítimas que tombaram por intervenção policial e, do contrário, também revelou a quantidade de policiais que morreram no período. Alagoas teve cinco agentes da segurança mortos no ano passado, e seis em 2013.
Em números absolutos, 2.051 pessoas foram vítimas de homicídio em 2014, e 2.146 morreram da mesma forma em 2013. A pesquisa isolou os assassinados envolvendo policiais como vítimas e como acusados. Quanto aos latrocínios, roubo seguido de morte, o Estado registrou uma queda. Foram 61 crimes ano passado e 79 em 2013. Já as lesões corporais seguidas de morte apresentavam um leve aumento. Subiram de 11 para 14.

O mesmo anuário já havia mostrado, semana passada, que Maceió foi ultrapassada por Fortaleza e não é mais a cidade com a maior quantidade de pessoas assassinadas do País. A capital teve 679 homicídios dolosos ano passado. Em 2013, foram 785. A taxa que a colocou na segunda posição no ranking ficou em 67,5 mortes por 100 mil habitantes.

Em nota, o atual secretário de Segurança Pública, Alfredo Gaspar de Mendonça, Alagoas e a capital devem ter uma média de 48,5 mortes por cada 100 mil habitantes até o fim do ano, já reduzindo, em 12 meses, 21%.

Com gazetaweb.com