MP: Dersa foi ‘conivente’ com aditivo ilegal em obra do governo Serra

Ministério Público do Estado de São Paulo acusa a Dersa, estatal paulista que executa grandes obras de infraestrutura, de ter sido "conivente" com um aditivo 'ilegal e abusivo' ao Consórcio Nova Tietê, liderado pela Delta Construções, durante as obras de ampliação da Marginal Tietê, em São Paulo; ação pede o confisco de R$ 71,6 milhões e acusa entre os envolvidos o empresário Fernando Cavendish, da empreiteira Delta, e o lobista Adir Assad, que revelou ter repassado R$ 100 milhões para o ex-diretor da Dersa Paulo Preto, apontado como operador de propinas do PSDB

Ministério Público do Estado de São Paulo acusa a Dersa, estatal paulista que executa grandes obras de infraestrutura, de ter sido "conivente" com um aditivo 'ilegal e abusivo' ao Consórcio Nova Tietê, liderado pela Delta Construções, durante as obras de ampliação da Marginal Tietê, em São Paulo; ação pede o confisco de R$ 71,6 milhões e acusa entre os envolvidos o empresário Fernando Cavendish, da empreiteira Delta, e o lobista Adir Assad, que revelou ter repassado R$ 100 milhões para o ex-diretor da Dersa Paulo Preto, apontado como operador de propinas do PSDB
Ministério Público do Estado de São Paulo acusa a Dersa, estatal paulista que executa grandes obras de infraestrutura, de ter sido "conivente" com um aditivo 'ilegal e abusivo' ao Consórcio Nova Tietê, liderado pela Delta Construções, durante as obras de ampliação da Marginal Tietê, em São Paulo; ação pede o confisco de R$ 71,6 milhões e acusa entre os envolvidos o empresário Fernando Cavendish, da empreiteira Delta, e o lobista Adir Assad, que revelou ter repassado R$ 100 milhões para o ex-diretor da Dersa Paulo Preto, apontado como operador de propinas do PSDB (Foto: Aquiles Lins)

SP 247 - O Ministério Público do Estado de São Paulo acusa a Dersa - Desenvolvimento Rodoviário S/A de ter sido "conivente" com um aditivo 'ilegal e abusivo' ao Consórcio Nova Tietê, liderado pela Delta Construções, durante as obras de ampliação da Marginal Tietê, em São Paulo.

A ação pede o confisco, em favor do Estado, de R$ 71,6 milhões e acusa entre os envolvidos o empresário Fernando Cavendish, da empreiteira Delta, o lobista Adir Assad e outros quatro investigados. 

Em proposta para um acordo de delação premiada, o lobista Adir Assad revelou ter entregue R$ 100 milhões a Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto e tido como operador de propinas do PSDB durante a gestão de José Serra. Paulo Preto também cogita fechar um acordo de delação premiada, com potencial para derrubar outros nomes do PSDB, como o chanceler recém-nomeado Aloysio Nunes (leia mais).

As obras ocorreram entre 2009 e 2011, na gestão do hoje senador José Serra (PSDB-SP) no governo de São Paulo. A denúncia não traz nenhuma acusação contra agentes públicos ou servidores do Estado. A licitação foi feita por um convênio realizado entre o Estado e a Prefeitura. Na época, o prefeito era o hoje ministro Gilberto Kassab (Comunicações).

Ao apontar a atuação de Cavendish no esquema, a Promotoria afirmou que 'há indícios presumíveis da prática de corrupção de funcionários do Dersa para viabilizar a prática de fraudes à licitação'.

CPI

O deputado estadual Raul Marcelo (PSOL) apresentou requerimento para instalar na Assembleia Legislativa de São Paulo uma CPI para investigar suspeitas de desvios na Dersa.

O pedido prevê que a CPI apure "desvios de recursos públicos, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e outros crimes e infrações administrativas cometidas no âmbito do Estado de São Paulo, por empreiteiras contratadas e subcontratadas pela Dersa e agentes públicos eventualmente envolvidos no período de 2007 e 2012", nos governos dos tucanos José Serra e Geraldo Alckmin (leia mais).

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