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MP e Justiça debatem violência em Pilar

Apenas entre e junho e outubro deste ano foram registrados sessenta assassinatos em Pilar. 200 inquéritos de homicídios estão parados porque não há autoria material ou intelectual. Por conta desses índices de violência é que nesta segunda-feira (11), o Ministério Público Estadual e o Poder Judiciário resolveram discutir a situação e cobrar do governo do Estado um plano de segurança para o município.

Apenas entre e junho e outubro deste ano foram registrados sessenta assassinatos em Pilar. 200 inquéritos de homicídios estão parados porque não há autoria material ou intelectual. Por conta desses índices de violência é que nesta segunda-feira (11), o Ministério Público Estadual e o Poder Judiciário resolveram discutir a situação e cobrar do governo do Estado um plano de segurança para o município. (Foto: Voney Malta)

Alagoas247 - A sensação de insegurança no município de Pilar pode ser expressa em números: sessenta assassinatos entre os meses de junho e outubro deste ano. Os dados do Ministério Público Estadual apontam ainda que mais de 200 inquéritos de homicídios dos últimos seis anos estão parados sem a autoria material ou intelectual.

Por conta desses índices de violência é que nesta segunda-feira (11), o Ministério Público Estadual e o Poder Judiciário resolveram discutir a situação e cobrar do governo do Estado um plano de segurança numa reunião que acontece no fórum de Pilar. Dados da Polícia Civil apontam que foram mais de quinze homicídios em um mês.

A reunião foi convocada pelo promotor de Justiça Jorge Dórea e pelo juiz Sandro Augusto Santos e integrantes da cúpula da segurança pública devem participar. Uma força-tarefa para combater e reduzir os índices de criminalidade deverá ser proposta pelas autoridades.

MPE/AL e Judiciário também querem a instalação de uma base comunitária no município. “Já ficou comprovado que a base comunitária aproxima a polícia do cidadão comum. Se esse projeto dá certo, por que, então, não levá-lo ao Pilar? Estamos precisando da presença das polícias na cidade. A população anda amedrontada e temos que levar paz à ela”, argumentou o promotor Jorge Dórea.

Apenas na tarde da última sexta-feira, a Polícia Militar registrou três homicídios na cidade de Pilar, região metropolitana de Maceió. Segundo informações da Polícia Civil, o ideal seria contar com pelo menos oito policiais trabalhando diariamente na delegacia da cidade, mas apenas dois fazem o serviço.

Há uma semana, mãe e filha foram mortas dentro de um táxi, em Chã do Pilar. Homens encapuzados que estavam em um veículo abordaram o carro onde as vítimas estavam e abriram fogo. Maria Cícera e filha Yasmin tiveram morte instantânea.

Com gazetaweb.com