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MP investiga servidores públicos em Minas

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-MG) instaurou um procedimento para investigar 1.463 servidores públicos suspeitos de se candidatarem a vereador na eleição de 2012 apenas para terem direito a licença remunerada, o que configura improbidade administrativa; o levantamento da PRE foi feito com informações do TRE-MG, que cruzou dados sobre quem recebeu menos de 10 votos e teve despesas de campanha inferiores a R$ 2 mil; dos 379 candidatos a vereador investigados, 379 não receberam voto algum e 181 conseguiram apenas um voto

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-MG) instaurou um procedimento para investigar 1.463 servidores públicos suspeitos de se candidatarem a vereador na eleição de 2012 apenas para terem direito a licença remunerada, o que configura improbidade administrativa; o levantamento da PRE foi feito com informações do TRE-MG, que cruzou dados sobre quem recebeu menos de 10 votos e teve despesas de campanha inferiores a R$ 2 mil; dos 379 candidatos a vereador investigados, 379 não receberam voto algum e 181 conseguiram apenas um voto (Foto: Leonardo Lucena)

Minas 247 – A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-MG) instaurou um procedimento para investigar 1.463 servidores públicos suspeitos de se candidatarem a vereador na eleição de 2012 apenas para terem direito a licença remunerada, o que configura improbidade administrativa.

O levantamento da PRE foi feito com informações do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), que cruzou dados sobre quem recebeu menos de 10 votos e teve despesas de campanha inferiores a R$ 2 mil. Dos candidatos a vereador investigados, 379 não receberam voto algum e 181 conseguiram apenas um voto.

"Essa correlação, por si só, já aponta para uma situação de anormalidade", disse o procurador Regional Eleitoral, Patrick Salgado Martins, conforme o Estado de Minas. Segundo ele, o recebimento do salário sem a correspondente prestação do serviço e sem o cumprimento da finalidade de que se originou o afastamento, pode configurar “enriquecimento ilícito, que é uma das causas de improbidade administrativa”.