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MP pede demissão de ficha-suja da prefeitura

Ministério Público Estadual recomenda ao prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), que demita imediatamente o presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), Mizair Lemes (PMDB); ele foi condenado por nepotismo e uso indevido de patrimônio público da Câmara Municipal, em 2005

MP pede demissão de ficha-suja da prefeitura (Foto: Edição/247)
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Goias247 - De acordo com informações publicadas pelo site da Rádio 730 no final da tarde de hoje, o Ministério Público Estadual recomendou ao prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), que demita imediatamente um dos auxiliares fichas-sujas que estão abrigados na atual administração: o presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), Mizair Lemes (PMDB). A assessoria do prefeito diz somente que ele irá analisar a recomendação.

Mizair Lemes foi condenado por nepotismo e uso indevido de patrimônio público da Câmara Municipal, em 2005 – período em que exercia o primeiro mandato de vereador em Goiânia.

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O vereador é acusado por ex-assessores de apropriar-se de parte dos salários deles para pagar pessoas que trabalharam na campanha que o elegeu, em 2004, e que ainda não haviam recebido. Cada assessor ficaria com apenas R$ 500 dos seus respectivos salários.

A outra parte era entregue ao dono do mandato e supostamente distribuída entre os colaboradores sem emprego. Depois de quatro meses, Mizair quis todo o salário dos assessores. Foi quando a ex-funcionária Jeyce Carla de J. S. Machado procurou o MP, em maio deste ano, para denunciar.

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Reportagem publicada pelo Diário da Manhã em 2005 informa que, não bastassem as gravações feitas por Jeyce com o vereador dizendo que precisava dos cargos para arrecadar mais e conseguir pagar as dívidas correndo menos riscos (os cargos foram entregues a parentes de Mizair, que ainda ocupam os postos), o próprio MP e a Delegacia Repressão a Crimes Contra o Patrimônio (Derccap) puderam comprovar que o vereador teria tentado interferir nas investigações. Um VW Gol cor branca, da Câmara e à disposição de Mizair, era a condução da advogada Larissa e das testemunhas que depunham na tentativa de aliviar para o vereador.

O outro caso ocorreu enquanto dois depoentes, Kátia Fernandes e Edson Oliveira da Silva, aguardavam para serem ouvidos por Krebs. Mizair ligou para os celulares de ambos e ofereceu empregos na Prefeitura, no programa Cidadão 2000. O MP conclui que a índole e a ética do vereador são "incondizentes com seu cargo público". Krebs diz que o peemedebista sabia que as testemunhas estavam no MP para depor.

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Mais fichas-sujas

Mizair Lemes não é o único ficha-suja abrigado pelo prefeito Paulo Garcia (PT) no Paço Municipal. Ocupam funções estratégicas no primeiro escalão dois ex-deputados já condenados. O caso mais grave é o da secretária de Educação Neyde Aparecida, aliada do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, que teve suas contas relativas à passagem pela presidência da Comurg rejeitadas por irregularidades insanáveis, que configuram atos dolosos de improbidade administrativa em decisão definitiva do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM).

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O ex-deputado estadual José Nelto (PMDB), outro ficha-suja, foi condenado por oferecimento de serviço gratuito de mudança para eleitores na campanha de 2006, por intermédio de seu comitê, o que se configurou, aos olhos da Justiça, como prática de captação ilícita de sufrágio.

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