‘MP que acaba com o Fundo Soberano é escandalosa e antinacional’

O deputado federal Henrique Lula Fontana (PT-RS) criticou a MP MP 830 assinada por Michel Temer; a medida acaba com o Fundo Soberano do Brasil (FSB), uma espécie de poupança criada em 2008, no governo Luiz Inácio Lula da Silva, tem em caixa cerca de R$ 27 bilhões; “É uma medida provisória escandalosa, absurda, antinacional. Um crime de lesa-pátria para torrar esses R$ 27 bilhões no pagamento da dívida pública, que é perto de R$ 1 trilhão”, denunciou

O deputado federal Henrique Lula Fontana (PT-RS) criticou a MP MP 830 assinada por Michel Temer; a medida acaba com o Fundo Soberano do Brasil (FSB), uma espécie de poupança criada em 2008, no governo Luiz Inácio Lula da Silva, tem em caixa cerca de R$ 27 bilhões; “É uma medida provisória escandalosa, absurda, antinacional. Um crime de lesa-pátria para torrar esses R$ 27 bilhões no pagamento da dívida pública, que é perto de R$ 1 trilhão”, denunciou
O deputado federal Henrique Lula Fontana (PT-RS) criticou a MP MP 830 assinada por Michel Temer; a medida acaba com o Fundo Soberano do Brasil (FSB), uma espécie de poupança criada em 2008, no governo Luiz Inácio Lula da Silva, tem em caixa cerca de R$ 27 bilhões; “É uma medida provisória escandalosa, absurda, antinacional. Um crime de lesa-pátria para torrar esses R$ 27 bilhões no pagamento da dívida pública, que é perto de R$ 1 trilhão”, denunciou (Foto: Leonardo Lucena)

Rio Grande do Sul 247 - O deputado federal Henrique Lula Fontana (PT-RS) criticou nesta terça-feira (22) a medida provisória (MP 830) assinada na segunda-feira (21) por ilegítimo Michel Temer. A medida acaba com o Fundo Soberano do Brasil (FSB), uma espécie de poupança criada em 2008, no governo Luiz Inácio Lula da Silva, tem em caixa cerca de R$ 27 bilhões.

“É uma medida provisória escandalosa, absurda, antinacional. Um crime de lesa-pátria para torrar esses R$ 27 bilhões no pagamento da dívida pública, que é perto de R$ 1 trilhão”, denunciou.

De acordo com o parlamentar, os recursos jamais poderiam ser usados para o que está sendo utilizado no governo Temer. O Fundo Soberano, lembrou o parlamentar gaúcho, deveria ser alimentado com os resultados da exploração do pré-sal e parte dos recursos deveriam ser destinados aos setores da educação e da saúde. "Mais uma vez os brasileiros e brasileiras vão perder neste governo golpista. E nós lutaremos contra essa medida provisória", adiantou.

O deputado citou que mais de 50 países do mundo mantêm o fundo soberano, que é utilizado para garantir maior estabilidade econômica ao País.

Dívida brasileira

O golpe parlamentar de 2016, continuou Fontana, jogou o Brasil nesta crise institucional, política e econômica, que é a mais profunda crise do período republicano brasileiro. A dívida brasileira (Dívida Líquida Consolidada), que era de 39% do PIB, chegou a 52% do PIB. "São 2 anos de golpe, 2 anos de Temer, 2 anos de irresponsabilidade fiscal, 2 anos de desmoralização do discurso mentiroso que fizeram contra a presidenta Dilma Rousseff e contra o nosso governo", indignou-se.

Fontana relembrou que quando o PT assumiu a Presidência, o Brasil tinha uma dívida de 60% do PIB. "E nós a reduzimos até 30% do PIB, ou seja, à metade. Depois diante de todas as turbulências, pautas bombas e a instabilização da economia brasileira, gerada pelo ambiente daqueles que queriam garantir um ambiente econômico deteriorado para aplicar o golpe parlamentar, em maio de 2016 a dívida estava em 39% do PIB", complementou.

Combustível

O deputado do PT gaúcho criticou ainda a revisão do discurso da base do governo sobre a política de preço dos combustíveis. "Eles diziam que a Petrobras deveria ser dirigida com ampla liberdade para determinação do preço de combustíveis, como se não fosse correta uma política para a instalação de uma espécie de colchão para conter as enormes flutuações que o preço do petróleo tem em âmbito do mercado global", relembrou.

Henrique Lula Fontana afirmou, no entanto, que não se pode, por exemplo, dizer que a gasolina e o diesel têm que acompanhar permanentemente as variações internacional do preço do petróleo. "Este colapso que estão vivendo os transportadores, os caminhoneiros ele tem causa. A causa é a política econômica e a política de gestão dos preços adotados pela Petrobras, pelo governo Temer. O governo do golpe, que mais uma vez leva o Brasil ao impasse a que nós estamos assistindo", concluiu.

 

 

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