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MP: 'Samarco é 100% responsável por atender moradores'

Uma força-tarefa formada pelo Ministério Público do Espírito Santo, o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Trabalho, criada para monitorar os efeitos do rompimento das barragens da Samarco em Mariana (MG) em território capixaba, afirma que a mineradora é "100% responsável" pelo atendimento à população atingida e pelas ações para mitigar os danos ambientais; ; a Samarco pertence à Vale e à anglo-australiana BHP Billiton

Uma força-tarefa formada pelo Ministério Público do Espírito Santo, o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Trabalho, criada para monitorar os efeitos do rompimento das barragens da Samarco em Mariana (MG) em território capixaba, afirma que a mineradora é "100% responsável" pelo atendimento à população atingida e pelas ações para mitigar os danos ambientais; ; a Samarco pertence à Vale e à anglo-australiana BHP Billiton (Foto: Valter Lima)

247 - Uma força-tarefa formada pelo Ministério Público do Espírito Santo, o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Trabalho, criada para monitorar os efeitos do rompimento das barragens da Samarco em Mariana (MG) em território capixaba, afirma que a mineradora é "100% responsável" pelo atendimento à população atingida e pelas ações para mitigar os danos ambientais.

"Os Estados e municípios não podem ser responsáveis por uma tragédia da qual eles não têm participação. Cabe à empresa tomar as providências para articular um plano de emergência e atender as vítimas, porque isso é um risco inerente à atividade da Samarco", disse a promotora Isabela Cordeiro, coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público Estadual.

A força-tarefa notificou todos os órgãos públicos estaduais e municipais das regiões atingidas no Estado para que iniciem imediatamente a produção de provas e a coleta de informações para que os danos causados pelo "tsunami de lama" possam ser avaliados e, posteriormente, ressarcidos pela empresa. A Samarco pertence à Vale e à anglo-australiana BHP Billiton. "É preciso saber quantos pescadores, quantos agricultores, quantas empresas estão sendo prejudicadas", disse a promotora, acrescentando que os órgãos foram orientados a coletar amostras de água e de solo para avaliar uma possível contaminação.