MPE exige da Prefeitura 31 sepultamentos

O MPE de Alagoas está solicitando o sepultamento de 31 corpos que atualmente encontram-se no Instituto Médico Legal (IML); o acúmulo dos corpos de indigentes - estão há mais de 30 dias na sede do órgão - é o reflexo de um impasse entre o município de Maceió e o IML

O MPE de Alagoas está solicitando o sepultamento de 31 corpos que atualmente encontram-se no Instituto Médico Legal (IML); o acúmulo dos corpos de indigentes - estão há mais de 30 dias na sede do órgão - é o reflexo de um impasse entre o município de Maceió e o IML
O MPE de Alagoas está solicitando o sepultamento de 31 corpos que atualmente encontram-se no Instituto Médico Legal (IML); o acúmulo dos corpos de indigentes - estão há mais de 30 dias na sede do órgão - é o reflexo de um impasse entre o município de Maceió e o IML (Foto: Voney Malta)

Alagoas 247 - O estado de calamidade pública instalado no Instituto Médico Legal (IML) será discutido, hoje, durante uma reunião entre a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável (SEMDS), o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL) e a direção do IML. De acordo com o secretário Gustavo Aciolly, o MPE solicitou o sepultamento de 31 corpos que, atualmente, encontram-se no IML. 

“A Prefeitura de Maceió se comprometeu a fazer o sepultamento de dez a doze indigentes por mês, porém, não vem sendo realizado, porque precisamos que o IML exume os corpos do Cemitério Divina Pastora para que os restos mortais sejam retirados e inseridos nos ossários e, assim, hajam vagas para os novos sepultamentos”, disse Gustavo Aciolly. 

O acúmulo dos corpos de indigentes é o reflexo de um impasse entre o município e o IML, conforme o secretário Gustavo Aciolly. “Nós vamos retornar ao Ministério Público porque os cemitérios de Maceió estão aptos para receber esses corpos. Porém, a proposta da secretaria, que será levada ao MPE, é construir ossários em todos os cemitérios para que possamos minimizar a situação”. 

Conforme o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de Alagoas (Sinmed), Wellington Galvão, os corpos estão há mais de 30 dias na sede do órgão. 

“O IML está ocupado por corpos de indigentes. Não tem onde guardar mais, as geladeiras não cabem e, então, os médicos acabam guardando os corpos em sacos plásticos. A sede do IML é improvisada, não tem condições de trabalho. Essa denúncia foi feita pelos próprios médicos”, disse Galvão. 

Na edição do fim de semana da Gazeta de Alagoas, o Sinmed denunciou que o IML encontra-se abandonado, onde o mau cheiro invade as dependências do órgão, localizado no bairro do Prado, em Maceió. O Sinmed alega ainda que procura agendar uma “audiência com o secretário de Segurança Pública para tratar a questão”.

“Além do acúmulo dos corpos, os médicos ficam com sobrecarga de prontuários e enfrentam a crise da falta de equipamentos próprios para a realização dos trabalhos. A pauta de reivindicação da categoria é enorme. A situação instalada é caótica e isso também oferece riscos à saúde dos médicos”, pontuou Galvão. 

Outro fator questionado pelo sindicato é a inauguração do novo prédio do IML. “É de conhecimento de que existe uma nova sede do IML, porém, desde 2012 que ela está em construção e ainda segue sem previsão de inauguração.

Com gazetaweb.com

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