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MPF: 'Augusto não convenceu em depoimento'

A procuradora federal Eunice Dantas afirmou que o depoimento do deputado estadual Augusto Bezerra (DEM) ao Tribunal Regional Eleitoral sobre os desvio das verbas de subvenção não foi convincente; “Nenhum dos argumentos que ele usou, o Ministério Público aprovou, a exemplo dos cheques, que ele falou que o dinheiro estava na conta, mas precisava de um deputado no Banese para que pudesse ser sacado os cheques para a Amanova. O deputado Augusto Bezerra sequer era primeiro secretário ou presidente da Assembleia para ter poderes administrativos em relação a isso. Isso não existe em nenhuma norma bancária”, rebateu

A procuradora federal Eunice Dantas afirmou que o depoimento do deputado estadual Augusto Bezerra (DEM) ao Tribunal Regional Eleitoral sobre os desvio das verbas de subvenção não foi convincente; “Nenhum dos argumentos que ele usou, o Ministério Público aprovou, a exemplo dos cheques, que ele falou que o dinheiro estava na conta, mas precisava de um deputado no Banese para que pudesse ser sacado os cheques para a Amanova. O deputado Augusto Bezerra sequer era primeiro secretário ou presidente da Assembleia para ter poderes administrativos em relação a isso. Isso não existe em nenhuma norma bancária”, rebateu (Foto: Valter Lima)

Sergipe 247 - A procuradora federal Eunice Dantas afirmou que o depoimento do deputado estadual Augusto Bezerra (DEM) ao Tribunal Regional Eleitoral sobre os desvio das verbas de subvenção não foi convincente.

“Nenhum dos argumentos que ele usou, o Ministério Público aprovou, a exemplo dos cheques, que ele falou que o dinheiro estava na conta, mas precisava de um deputado no Banese para que pudesse ser sacado os cheques para a Amanova. O deputado Augusto Bezerra sequer era primeiro secretário ou presidente da Assembleia para ter poderes administrativos em relação a isso. Isso não existe em nenhuma norma bancária”, rebateu.

Eunice Dantas disse que também não convenceu a informação passada pelo parlamentar de que o recurso da subvenção só era liberado para as entidades após apresentação de um plano de trabalho. Segundo ela, nos depoimentos dos presidentes das associações, todos deixaram claro que não apresentaram esse planejamento quando foram pedir dinheiro. “Não tinha nenhum plano de trabalho, ao contrário do que o deputado falou de que havia um projeto para a construção da creche. E o que chamou a atenção foi o deputado chegar aqui e falar que existem vários agiotas circulando dentro da Assembleia e ninguém toma providências”, afirmou.

Sobre a quebra do sigilo bancário de Augusto, ela completou que ainda será analisada. “Nós já temos bastante provas em relação à conduta do deputado e vamos ver se são relevantes. Vamos ter o momento certo para fazer a alegações finais", disse.

Para a procuradora, a acareação entre o demista e o empresário Nollet Feitosa não deverá produzir alterações. "Concordamos, mas sabemos que não vai ter sucesso, pois pela nossa experiência em outros processos criminais, não dá resultado algum porque as duas pessoas mantêm sempre as duas versões”, frisou.

Leia sobre o depoimento de Augusto Bezerra aqui.