MST: Máfia da merenda 'é da natureza do tucanato'
Apesar da recente aproximação do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra com o governador Geral Alckmin (PSDB), o MST fez duras críticas à gestão tucana nesta terça-feira, 2; segundo o coordenador João Paulo Rodrigues, o escândalo de desvio de dinheiro de merendas escolas mostra que o governo Alckmin se vale de "todas as formas possíveis de fazer algum tipo de arrecadação financeira de corrupção"; "É no metrô de São Paulo, foi assim em todos os problemas de privatização, foi assim em todos os outros programas públicos de São Paulo e na merenda escolar não é diferente", disse; "É da natureza do tucanato"
SP 247 - Em entrevista coletiva nesta terça-feira, 2, o membro da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) João Paulo Rodrigues fez duras críticas ao governo de Geraldo Alckmin (PSDB), apesar da recente aproximação entre Alckmin e o MST.
Ao citar o escândalo de desvios de recursos de merendas escolares, investigado pelo Ministério Público de São Paulo, o coordenador do MST disse que a gestão tucana no Estado de São Paulo se vale de "todas as formas possíveis de fazer algum tipo de arrecadação financeira de corrupção". Essa postura, segundo Rodrigues, "é da natureza do tucanato".
"É no metrô de São Paulo, foi assim em todos os problemas de privatização, foi assim em todos os outros programas públicos de São Paulo e na merenda escolar não é diferente", disse.
O coordenador também pediu que o Ministério Público de São Paulo apure o envolvimento do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Fernando Capez (PSDB). Capez é citado pelo ex-presidente da Cooperativa Orgânica Familiar (Coaf), Cássio Chebabi, como uma das autoridades que recebia propina desviada do esquema.