Mulheres de Cachoeira agitam a CPI pós-recesso

Atual companheira do contraventor, Andressa Mendonça, suspeita de tentar chantagear juiz federal que cuida da Operação Monte Carlo, foi ao Supremo pelo direito de ficar calada na terça-feira; a ex Andrea Aprígio, que administra os negócios considerados legais da quadrilha (o laboratório de medicamentos Vitapan), presta depoimento no dia seguinte, e também deve ficar em silêncio

Mulheres de Cachoeira agitam a CPI pós-recesso
Mulheres de Cachoeira agitam a CPI pós-recesso (Foto: Edição/247)

Goiás247 (com Agência Câmara)_ Encerrado o recesso, a comissão parlamentar mista de inquérito que investiga as relações de Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados retoma os seus trabalhos com os depoimentos, em dias diferentes, da atual e da ex-mulher do contraventor. Na terça-feira (7), a CPMI deverá ouvir Andressa Mendonça, companheira do bicheiro, e Joaquim Gomes Thomé Neto, suspeito de fazer escutas clandestinas a mando dele. Na quarta-feira (8), será a vez de Andrea Aprígio, a ex, e de Rubmaier Ferreira de Carvalho, contador de empresas de fachada que teriam sido usadas pela organização de Cachoeira.

Andressa Mendonça é acusada de tentar chantagear o juiz Alderico Rocha Santos para beneficiar o marido preso. Ela vai depor na condição de investigada, e não de testemunha, e entrou com pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo direito de permanecer calada. Esse instrumento jurídico, que já foi usado por outros depoentes, será citado pelo relator da CPMI, deputado Odair Cunha (PT-MG), no seu parecer. "Quando as pessoas vão à CPMI e não falam nada, é porque elas devem. Meu relatório, claro, vai compreender que o fato de alguém não se defender das acusações se deve ao medo de se incriminar. E isso ocorre exatamente por causa do vínculo com a organização criminosa do senhor Carlos Cachoeira”, disse Cunha.

Já Andrea administra o que seriam os negócios regulares do empresário, o laboratório de medicamentos genéricos Vitapan, em Anápolis. O irmão de Andrea, Adriado Aprígio, apontado como um dos principais laranjas do grupo criminmoso, chegou a serpreso após encaminhar e-mails com ameaças à procuradora da república Léa Batista. Ele já está solto.

O relator da CPI avalia que é cedo para decidir sobre a necessidade ou não de prorrogar o prazo de trabalho da CPMI: "É uma análise que deve ser feita no final de setembro, mais perto do fim do nosso prazo regimental. Ainda temos agosto e setembro pela frente, e o importante é que nos dediquemos a um trabalho intenso, mesmo neste período eleitoral."

Entre os objetivos da CPMI do Cachoeira, estão identificar o fluxo econômico da organização criminosa, que movimentou recursos por meio de empresas fantasmas e legais; descobrir quais foram os lucros do grupo e quais recursos podem ser recuperados na Justiça para os cofres públicos; e esclarecer quais detentores de funções públicas tiveram envolvimento efetivo com a organização.

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