Mulheres são condenadas por discriminar baianos no Facebook
A Justiça Federal no Amazonas condenou três mulheres (uma economista, uma administradora de empresas e uma psicóloga) por mensagens preconceituosas e discriminatórias contra o Estado da Bahia, a cultura e o povo baiano em seus perfis no Facebook; uma delas afirmou em interrogatório que 'tem problemas de humor, o que alteraria suas condições psíquicas'; "Disse que postou os comentários em um momento de raiva, atribuindo seu comportamento ao fato de estar 'chateada, brava, estressada', com sua situação hormonal"
Bahia 247 - A Justiça Federal no Amazonas condenou três mulheres (uma economista, uma administradora de empresas e uma psicóloga) por mensagens preconceituosas e discriminatórias contra o Estado da Bahia, a cultura e o povo baiano em seus perfis no Facebook.
Duas acusadas foram condenadas a um ano e quatro meses de prisão e pagamento de sete dias-multa. A outra denunciada recebeu pena de dois anos de prisão e pagamento de dez dias-multa, com base na Lei de Crime Racial. As penas de prisão foram convertidas em prestação de serviços comunitários, na proporção de uma hora para cada dia de condenação. O conteúdo das mensagens não foi divulgado.
As informações sobre a condenação das internautas foram divulgadas pelo site do Ministério Público Federal no Amazonas. Duas acusadas teriam endossado a conduta de uma terceira internauta responsável pela mensagem original, com curtidas e comentários também ofensivos aos baianos.
Elas afirmaram à Justiça estarem arrependidas dos atos. Uma delas afirmou em interrogatório que 'tem problemas de humor, o que alteraria suas condições psíquicas'. "Disse que postou os comentários em um momento de raiva, atribuindo seu comportamento ao fato de estar 'chateada, brava, estressada', com sua situação hormonal."
Para a Justiça, as cópias das telas de mensagens postadas pelas acusadas em seus perfis na rede social, os depoimentos de testemunhas à Justiça e polícia e ainda os documentos reunidos na denúncia comprovaram a autoria das mensagens que motivaram a ação penal.
A Justiça Federal reconheceu a ocorrência do crime de racismo e ressaltou a inexistência de dúvidas de que as denunciadas foram as autoras das mensagens publicadas à época do movimento grevista iniciado por policiais da Bahia, em fevereiro de 2014, próximo ao Carnaval.
"O próprio vocabulário utilizado pelas denunciadas em seus depoimentos deixa claro cuidarem-se de pessoas com educação suficiente para entender o caráter ilícito de sua conduta", diz trecho da decisão.