Na Assembleia, peemedebistas se defendem da acusação de oportunismo

A deputada Dra. Silvana e o deputado Audic Mota tentaram justificar o rompimento do PMDB com o Governo Federal e se mostraram incomodados com as acusações de oportunismo. "As acusações são pesadas demais para um partido que ajudou a eleger e reeleger a presidente Dilma, e foi o suporte do Governo Federal durante os últimos anos”, disse a parlamentar

A deputada Dra. Silvana e o deputado Audic Mota tentaram justificar o rompimento do PMDB com o Governo Federal e se mostraram incomodados com as acusações de oportunismo. "As acusações são pesadas demais para um partido que ajudou a eleger e reeleger a presidente Dilma, e foi o suporte do Governo Federal durante os últimos anos”, disse a parlamentar
A deputada Dra. Silvana e o deputado Audic Mota tentaram justificar o rompimento do PMDB com o Governo Federal e se mostraram incomodados com as acusações de oportunismo. "As acusações são pesadas demais para um partido que ajudou a eleger e reeleger a presidente Dilma, e foi o suporte do Governo Federal durante os últimos anos”, disse a parlamentar (Foto: Fatima 247)

Ceará247 - Deputados do PMDB, Audic Mota e Dra. Silvana usaram a tribuna da Assembleia Legislativa, na sessão desta quarta-feira, para tentar justificar o oportunismo do rompimento do seu partido com o governo da presidenta Dilma Rousseff, após cinco anos três meses de participação e ocupação de centenas de cargos, distribuídos nos diversos escalões da administração, entre ministérios e direções superiores. Incomodados com a percepção da opinião pública de que o PMDB é hoje um dos principais protagonistas do golpe procuraram desviar o assunto, com a Dra. Silvana lamentando as acusações contra o PMDB e Audic Mota atacando defensores do governo Dilma.
 
Em tom defensivo, a deputada Dra, Silvana lamentou as acusações de que o PMDB estaria sendo oportunista e articulador de um suposto golpe político em andamento no País, após anunciar o rompimento com o governo de Dilma Rousseff. De acordo com a parlamentar, “as acusações são pesadas demais para um partido que ajudou a eleger e reeleger a presidente Dilma, e foi o suporte do Governo Federal durante os últimos anos”. Mas, demonstrando as reais intenções do partido, declarou que  “o PMDB assume o país e vai ser capaz de dar a estabilidade necessária para o Brasil voltar a crescer".
 
Já o deputado Audic Mota usou a estratégia de criticar os parlamentares que ocuparam a tribuna para defender a presidente Dilma Rousseff e o Partido do Trabalhadores (PT), entre eles o deputado Odilon Aguiar e criticou as doações de campanhas eleitorais e denunciou que prefeitos também receberam repasses de empresas, como Patrícia Aguiar, prefeita de Tauá (PMB), que teria arrecadado cerca de R$ 200 mil. "Se é para fazer um limpa, vamos fazer um limpa de todos, mas sem satanismo", afirmou Audic Mota. 

Em aparte, o deputado Odilon Aguiar concordou com o parlamentar ao afirmar que é favorável que o momento é de passar o País a limpo e defendeu a punição dos políticos que erraram, não apenas Eduardo Cunha e Renan Calheiros, mas outros como o Governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), que estaria envolvido em um esquema de corrupção que movimentou cerca de R$ 750 milhões, segundo o Ministério Público. E adiantou que é contra o impeachment porque não vê nenhuma culpabilidade na presidente Dilma Rousseff. Se o problema são as chamadas pedaladas fiscais, o vice-presidente Michel Temer também deve ser culpado. "Se é para limpar, vamos limpar tudo, o Executivo, o Judiciário e o Legislativo", afirmou.

 

 

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