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“Não cabe à Fiesp falar sobre a renúncia de presidente”, diz Skaf

Paulo Skaf, presidente da Fiesp diz que não há semelhanças entre situação de Dilma e Temer; para o dirigente empresarial, "não cabe à Fiesp falar sobre renúncia de presidente, mas sim cobrar reformas estruturais, de forma a melhorar a competitividade brasileira"

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, fala à imprensa depois de audiência com o presidente do Senado, Renan Calheiros, no Congresso Nacional (Antonio Cruz/Agência Brasil) (Foto: Charles Nisz)

247 - Após participar dos protestos pela derrubada da presidenta Dilma Rousseff, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf mudou de opinião: para o dirigente empresarial, não cabe à entidade opinar sobre a renúncia ou permanência de Michel Temer no Palácio do Planalto.

“Não cabe à Fiesp falar sobre renúncia de Presidente da República, mas defender a retomada do crescimento do país e criar emprego para os 15 milhões de pessoas sem trabalho no país. A Fiesp defende reformas estruturais para recuperar a competitividade”, disse Skaf a jornalistas após seminário sobre reforma política, em São Paulo.

Questionado sobre se cabia falar em impeachment no caso de Dilma Rousseff, Skaf disse serem "situações diferentes", pois Dilma havia perdido o controle do país e aumentado o desemprego. Para Skaf, "não há como comparar as duas situações". Para o presidente da Fiesp, Temer fez os juros caírem, aumentou o crédito e o câmbio está menos volátil".