Não siga os bilionários
Copiar investidores de sucesso nem sempre traz ganhos
Do Infomoney
SÃO PAULO – Muitos investidores no Brasil e no mundo se interessam por saber como megainvestidores como Warren Buffett, George Soros ou Carl Icahn estão movimentando seu dinheiro. No entanto, imitar o que esses investidores estão fazendo nem sempre é uma boa ideia, na opinião do colunista Bill Gunderson, do site Market Watch.
Um dos problemas que Gunderson cita é o fato de que os dados divulgados pelos investidores normalmente têm uma defasagem de três meses. Isso significa que essas informações podem já ter ficado velhas e os investimentos que esses bilionários fizeram naquela época podem não ser mais tão bons no momento em que a informação é divulgada.
Além disso, no momento em que são divulgadas as informações, elas podem não ser referentes às posições que esses investidores ainda adotam, também por conta da defasagem. O colunista pergunta: mesmo sendo essas as posições atuais dos megainvestidores, vale a pena fazer o mesmo que eles? Ele próprio já tentou, mas firma que os resultados não foram bons.
Sem contar que até mesmo esses investidores cometem erros e fazem investimentos questionáveis. Algumas das compras que figuram na lista de gurus do mercado são Herbalife e Wal-Mart. Sobre a primeira, Gunderson questiona se vale a pena comprar ações de uma empresa envolta em tantas controvérsias atualmente, como as acusações de pirâmide financeira. Sobre a indicação da rede de varejo norte-americana, presente na lista de Warren Buffett, o colunista afirma que a companhia teve uma performance pior que o mercado durante o último ano e também apresentou resultados ruins recentemente.
Por isso, é importante que o investidor faça sua própria pesquisa e tome suas decisões baseado naquilo que acredita. Na opinião de Gunderson, o investidor deve olhar para os números da companhia e o valor de seus papéis - isso é mais importante do que saber onde Bill Ackman (grande gestor de hedge fund) está investido.
China e a alienação de ativos. Além disso, avaliam os analistas, "acreditamos que a administração tem consciência de que a maneira mais rápida de gerar uma reclassificação nas ações é por meio da distribuição de um dividendo maior, o que pode tornar a Vale a principal distribuidora de dividendos em sua classe", ressaltam.
Com isso, os analistas mantiveram a recomendação overweight (exposição acima da média do mercado) para os ativos VALE5, com preço-alvo de R$ 41,00. Eles destacam maior otimismo tanto de uma perspectiva top-down (análise primeiramente do cenário macroeconômico) quanto do cenário bottom-up (condições específicas da empresa), além de ver o papel como bastante atrativo.