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“Não tenho condições de apoiar João da Costa”

Um dia após a grande confusão em que se tornou as prévias petistas, Maurício Rands, assumiu que não há possibilidade de subir no palanque do atual prefeito da capital, caso o gestor seja oficializado como o vitorioso no processo PT nacional. “Uma pessoa que fere a democracia, o estatuto do partido, não merece apoio algum”, bateu

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Leonardo Lucena_PE247 – Ainda demonstrando muita indignação com o resultado das prévias petistas do último domingo (20), o secretário estadual Maurício Rands declarou que não há chance alguma dele apoiar o atual prefeito, João da Costa, caso o comandante da PCR seja oficializado como vencedor do processo. Isto porque, de acordo com o auxiliar do governador Eduardo Campos (PSB), houve “jogo baixo”, uma vez que pessoas inaptas a votar tiveram seus votos computados na disputa interna. O que, segundo o pré-candidato, feriu o estatuto da legenda.

“Não tenho condições de apoiar João da Costa de forma alguma. Uma pessoa que fere a democracia, o estatuto do partido, não merece apoio algum”, bateu Maurício Rands. Lembrando que o ex-prefeito e atual deputado federal, João Paulo (PT), principal desafeto político de João da Costa, também já revelou que não subirá no palanque do atual gestor do Recife, se o mesmo for oficializado como candidato petista às eleições municipais, em outubro.

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Maurício Rands disse ainda que o resultado das prévias não irá “vingar” e depois que a Direção Nacional do PT tomar uma parecer final, a ala dele (Rands) decidirá os caminhos a serem percorridos. “Essa prévia teve uma lista forjada, com informações falsas. Gente que não era do PT votou. Gente que não quitou o débito esteve apta a votar”, denunciou.

Já o ex-secretário de Assuntos Jurídicos e coordenador da campanha de Rands, Claúdio Ferreira, garantiu que não haverá judicialização do processo. “Não apelaremos para a Justiça. Vamos esperar que a Executiva Nacional decida quais os procedimentos serão tomados”, esclareceu Ferreira.

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Diferentemente de 2009, nas eleições para presidente municipal, estadual e nacional do PT, quando as brigas marcaram o pleito, por troca de acusações concernentes à supostas irregularidades. Foram eleitos Oscar Barreto e Jorge Perez a presidentes municipal e estadual, respectivamente. Barreto era apoiado pelo ex-prefeito João Paulo, que também estava no palanque de Fernando Ferro para a disputa estadual. Já o outro postulante à presidência municipal do PT, Rosano Carvalho, atual secretário geral do partido, tinha o aval do senador Humberto Costa, que também apoiava Jorge Perez, atualmente sem cargo, para o pleito estadual.

Mas, naquela ocasião, o embate não demorou para acabar. Hoje, depois das prévias, as brigas continuam e já houve prorrogação duas vezes para o anúncio definitivo do resultado final. Primeiro, sairia no dia 28 próximo, agora, poderá sair no dia 31. De fato, acusações de fraude em eleições internas vêm marcando o Partido dos Trabalhadores, o que pode “rachar” a própria sigla, diminuindo consideravelmente as chances de uma boa articulação política entre os petistas e até com outros partidos da base governista. Afinal de contas, não se faz boa administração sem um relacionamento, no mínimo, razoável, com outras legendas. 

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