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“Não vamos embora”, avisa Valcke a manifestantes

Secretário-geral da Fifa diz que entidade é "alvo errado" dos manifestantes brasileiros, que protestam contra os custos das obras da Copa das Confederações e do Mundo; "A Fifa não vai embora. É fácil focar na Fifa e dizer Fifa, vá embora, mas esse não é o ponto correto", afirma Jérôme Valcke; segundo ele, o plano agora é convencer as pessoas em todo o mundo a virem assistir aos jogos; dirigente diz esperar que o movimento não continue até o Mundial

“Não vamos embora”, avisa Valcke a manifestantes

247 – Protestar contra a Fifa não é o foco certo, acredita o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, sobre as recentes manifestações que ocorrem em cidades de todo o Brasil. Em relação a cartazes que dizem "Fifa, vá embora", o dirigente francês afirma que não adianta fazer esse pedido e que os manifestantes devem desistir. "Não vamos embora. Não adiante brigar conosco", disse Valcke, numa entrevista concedida aos jornalistas Jamil Chade e Leonardo Maia, d´O Estado de S.Paulo.

"Vimos nas manifestações cartazes que pedem 'Fifa, vá embora'. Nós somos o alvo errado. A Fifa não vai embora. É fácil focar na Fifa e dizer Fifa, vá embora, mas esse não é o ponto correto. Aquilo em que temos que nos concentrar é que o Brasil avance, e usar a Copa como um catalisador. Nunca vou admitir que dizer para a Fifa ir embora é a batalha correta a ser lutada. Não adianta pedir isso. Não é a batalha certa", disse Valcke, que admitiu "surpresa" diante dos protestos.

O secretário-geral da Fifa declarou ainda que em um ano, daqui para a Copa do Mundo de 2014, não haverá tempo hábil para que o Brasil passe por uma "revolução" em termos de infraestrutura. "Parece que teremos que garantir uma melhor forma de conectar as 12 cidades para a Copa do Mundo, alguma forma mais fácil de voar entre as cidades. Tivemos a mesma situação na África", explicou, acrescentando que "no Brasil teremos que trabalhar com o governo para garantir que quem quiser voar entre as cidades-sede possa fazer sem problema".

Questionado sobre o próximo plano da Fifa para superar a imagem negativa que ficou, Valcke diz contar com a ajuda da imprensa. "Teremos que trabalhar a mídia, a própria Fifa e o governo para que possamos explicar ao mundo que protestos podem ocorrer, que são parte da democracia e que não significa que as pessoas não devem participar junto com os 32 times e ir aos estádios. Eu espero que o movimento que estamos vendo nas ruas, e que chegou até Brasília, não continue até a Copa do Mundo".

Na última terça-feira, o deputado federal Romário, que sempre critica a Copa do Mundo e a Fifa, apontou todas as suas armas contra Valcke, chamando-o de "cara-de-pau, chantagista e corrupto". Segundo Romário, "chega a ser uma piada" ouvir do dirigente que a Fifa não veio ao Brasil apenas para encher os cofres e ir embora. O ex-jogador citou ainda que parte desde lucro "vai ser para pagar o aluguel de uma cobertura no Leblon no valor de R$ 150 mil mensais para Valcke e sua família".

Leia a íntegra do texto, publicado em sua página no Facebook:

Tem coisas que não posso deixar passar. Ontem o cara-de-pau, chantagista e corrupto do Jerôme Valcke negou que a FIFA venha ao Brasil encher os cofres e ir embora. Chega a ser uma piada ouvir uma frase como essa.

Um cara que disse há alguns meses que o mais importante em uma Copa eram os estádios e que o resto era secundário, não tem credibilidade para responder pela FIFA. Aliás, ele está no lugar certo, a FIFA é exatamente a entidade onde ele tem que estar. Por seu histórico de falcatruas desde o período do Havelange até o atual do Blatter.

Uma parte deste lucro da FIFA vai ser para pagar o aluguel de uma cobertura no Leblon no valor de R$ 150 mil mensais para Valcke e sua família. Detalhe, o contrato contempla desde a Copa das Confederações até o final da Copa do Mundo, em 2014.