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“Não vou ser preso”

Em entrevista, Roberto Jefferson diz que Joaquim Barbosa busca “aplauso de botequim”, fala que Lula não sabia do mensalão e afirma sua tese era “política”; na prática, revela-se um poço de contradições e assume seu lado fanfarrão

“Não vou ser preso” (Foto: Folhapress_STF/Divulgação)
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247 – A poucos dias de ser julgamento na Ação Penal 470, a do mensalão, o ex-deputado Roberto Jefferson, delator do esquema, partiu para cima dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Em entrevista à Folha, ele disse que não aceita condenação e falou que o ministro Joaquim Barbosa busca “aplauso de botequim”. Disse ainda que Lula não sabia, contradizendo seu próprio advogado. E afirmou que sua tese sobre o mensalão era “política” e foi vitoriosa no efeito que causou. Resumindo: ele assume seu lado fanfarrão.

Leia a íntegra aqui e confira alguns trechos:

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Sobre Joaquim Barbosa

A meu ver, o ministro Joaquim Barbosa joga para a galera. Ele não sentencia no direito. O negócio dele é aplauso em botequim, ele gosta disso. O Joaquim devia se inscrever em partido político, daria um grande candidato. Eu o receberia no PTB de braços abertos.

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Os demais ministros
Os outros não têm esse negócio. A tradição da casa não é essa. Vai ser todo mundo absolvido? Não acredito. Mas não será uma sentença política. O Ayres Brittoé amicíssimo do governador de Sergipe, Marcelo Déda. Foi feito ministro por ele e não é comprometido. O Marco Aurélio, o Gilmar Mendes... O Ricardo Lewandowski, apesar da relação com o PT, tem uma postura independente.

Sobre eventual condenação
Tenho certeza de que serei absolvido. Se é justo, não pode me condenar. Eu não aceito uma condenação. Não se aplica à minha conduta. Eu não me vendi. Não serei condenado e não serei preso. Não serei preso, escreve isso aí.

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Os R$ 4,5 milhões que ele próprio recebeu
Nem tudo é mensalão. Não acredito que o João Paulo tenha se vendido, acho absurda a acusação. Ele não tem nada a ver com esse troço. Foi lá, pegou R$ 50 mil e resolveu um problema da vida dele, mas não vendeu voto.

Lula sabia?

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O Lula custou a agir, custou a acreditar. Mas minha impressão é que ele não sabia. Tenho grande admiração por ele. É um grande político, não abandona os amigos. O Lula vai continuar sendo o Lula. Ele é povo, tem a catinga do povo.

A tese do mensalão
O Ministério Público apostou na minha tese, mas não estou preocupado que ela prevaleça. Minha denúncia era política, e eu sou vitorioso no efeito e na consequência que ela causou. A imprensa tratava o PT como se fosse o único partido bom, o filete de água limpa no cano de esgoto. Isso acabou. Mas não torço pela condenação de ninguém.

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