NFL defende atletas criticados por Trump após protestos contra o racismo

Times da NFL deram uma demonstração de solidariedade a jogadores de futebol americano que têm realizado protestos, com atletas se ajoelhando, juntando os braços ou ficando fora de campo durante o hino, em desafio ao apelo do presidente dos EUA, Donald Trump, para que as equipes demitissem quem se recusasse a permanecer de pé; treinadores, equipes técnicas e mesmo alguns proprietários se uniram a jogadores em resposta a um tuíte de Trump, criticando os atletas que se ajoelham durante o hino por não considerar a postura patriótica

Jogadores do Jacksonville Jaguars se ajoelham durante hino dos Estados Unidos, antes de partida contra o Baltimore Ravens Action Images via Reuters/Paul Childs
Jogadores do Jacksonville Jaguars se ajoelham durante hino dos Estados Unidos, antes de partida contra o Baltimore Ravens Action Images via Reuters/Paul Childs (Foto: Paulo Emílio)

Reuters - Times da NFL deram uma demonstração de solidariedade antes dos jogos de domingo a jogadores de futebol americano que têm realizado protestos, com atletas se ajoelhando, juntando os braços ou ficando fora de campo durante o hino, em desafio ao apelo do presidente dos EUA, Donald Trump, aos donos de equipes para que demitissem quem se recusasse a permanecer de pé.

Nas laterais das quadras de várias partidas em todo o país e até em Londres, treinadores, equipes técnicas e mesmo alguns proprietários se uniram a jogadores em uma resposta silenciosa a um tuíte do presidente Donald Trump, que no final de semana criticou os atletas que se ajoelham durante o hino por não considerarem a postura patriótica.

Repetindo um gesto iniciado na temporada passada por Colin Kaepernick, à época quarterback do San Francisco 49ers, vários jogadores da NFL passaram a se apoiar em um joelho durante a execução do hino, uma forma de chamar atenção ao que os esportistas veem como um padrão de racismo no tratamento dado pela polícia dos EUA a norte-americanos negros.

Em Detroit, vários integrantes do Lions se ajoelharam e o cantor Rico Lavelle se apoiou em um joelho e ergueu um punho fechado no final de sua interpretação do hino nacional dos EUA.

Na Filadélfia, policiais se uniram aos jogadores do Eagles e do New York Giants e ao proprietário do Eagles, Jeffrey Lurie, juntando os braços durante o hino como sinal de solidariedade.

Embora alguns norte-americanos simpatizem com os manifestantes, outros veem a recusa em permanecer de pé como um desrespeito pela bandeira e pelos membros das Forças Armadas que se sacrificaram ou morreram na defesa do país.

Trump ressuscitou a polêmica na sexta-feira em um evento no Alabama, no qual insinuou que qualquer jogador que proteste é um "filho da puta" e exortou os donos dos clubes a demiti-los no ato, retomando o bordão de seu reality show: "Você está demitido".

A controvérsia pode agradar a base conservadora de Trump no momento em que o presidente republicano se vê às voltas com as ameaças nucleares da Coreia do Norte, uma investigação sobre a suposta interferência da Rússia na eleição de 2016 e uma batalha para aprovar um reforma de saúde no Congresso.

Mas a postura de Trump pareceu ter convencido jogadores, times e a liga a afirmarem o que veem como um direito de expressar suas convicções políticas livremente.

Em Foxboro, Massachusetts, mais de uma dúzia de jogadores e técnicos dos Patriots, campeões do Super Bowl, se ajoelharam ou juntaram os braços, incluindo Tom Brady, marido da modelo brasileira Gisele Bundchen.

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