Norberto Odebrecht morre aos 93 anos em Salvador

Norberto Odebrecht era fundador e presidente de Honra da Organização Odebrecht, conglomerado que atua em 23 países e emprega 200 mil; nos últimos anos, dedicou-se a um projeto na região do baixo-sul da Bahia, de fomento a cooperativas para produção de palmito, mandioca, aquicultura e artesanato; ele faleceu neste sábado por complicações cardíacas, em Salvador e será enterrado no cemitério Campo Santo

Norberto Odebrecht era fundador e presidente de Honra da Organização Odebrecht, conglomerado que atua em 23 países e emprega 200 mil; nos últimos anos, dedicou-se a um projeto na região do baixo-sul da Bahia, de fomento a cooperativas para produção de palmito, mandioca, aquicultura e artesanato; ele faleceu neste sábado por complicações cardíacas, em Salvador e será enterrado no cemitério Campo Santo
Norberto Odebrecht era fundador e presidente de Honra da Organização Odebrecht, conglomerado que atua em 23 países e emprega 200 mil; nos últimos anos, dedicou-se a um projeto na região do baixo-sul da Bahia, de fomento a cooperativas para produção de palmito, mandioca, aquicultura e artesanato; ele faleceu neste sábado por complicações cardíacas, em Salvador e será enterrado no cemitério Campo Santo (Foto: Roberta Namour)

SÃO PAULO (Reuters) - Norberto Odebrecht, o engenheiro brasileiro que construiu o grupo global de construção com interesses em petroquímica, faleceu no sábado na cidade de Salvador aos 93 anos, segundo a mídia local.

Seu grupo, Odebrecht SA, se situa como maior grupo de engenharia da América Latina, com cerca de 100 bilhões de reais em receita anual consolidada, mais de 200 mil trabalhadores e presença em 23 países.

O jornal O Globo disse que Odebrecht, que faleceu após sofrer problemas cardíacos, será enterrado neste domingo. O grupo Odebrecht não respondeu às ligações ou emails da Reuters.

Odebrecht assumiu a pequena empresa de engenharia de seu pai, Emilio, aos 21 anos de idade, na cidade de Salvador e a transformou em uma empresa de construção.

Durante os anos 60 e 70, ele expandiu as operações pelo Brasil, América Latina e África, onde a companhia construiu barragens e outros projetos de construção pesada.

O grupo, que pretende investir 20 bilhões de dólares em sua expansão entre 2013 e 2015, é uma das maiores empresas do Brasil, e participou de recentes leilões do governo para operar em aeroportos e rodovias.

O filho de Odebrecht, Emilio, preside o Conselho de Administração do grupo, enquanto seu neto Marcelo é o diretor-presidente.
Além das operações em construção, a Odebrecht controla a Braskem SA (BRKM5.SA: Cotações), maior empresa petroquímica da América

Latina, a companhia de perfuração de petróleo offshore Odebrecht Oil & Gas SA e a produtora de etanol ETH Bioenergia.

(Reportagem de Guillermo Parra-Bernal)

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