Nordeste: a menina dos olhos de ouro

Nordeste: a menina dos olhos de ouro
Nordeste: a menina dos olhos de ouro (Foto: Andréa Rêgo Barros/247)
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Tércio Amaral_247 - O crescimento da economia nordestina nos últimos anos tem sido um dos fatores responsáveis pelo aquecimento do setor náutico. Empresas pernambucanas também observam os Estados vizinhos para a instalação de novos empreendimentos. Este é o caso da Royal Mariner, que começou no Recife há três anos, e pretende investir no mercado baiano. “Já estamos fazendo as primeiras negociações por lá e procurando parceiros”, conta o diretor Carlos Moraes. O grupo pernambucano possui filiais nos Estados do Pará, Rio Grande do Norte e Tocantins. No final do ano passado foi inaugurada uma unidade em Alagoas cuja meta é incrementar em 20% o faturamento da empresa neste exercício.

A Da Fonte Náutica também planeja uma futura expansão. A empresa pode inaugurar, em breve, uma nova loja na cidade de João Pessoa, na Paraíba. “Estamos fazendo um estudo para isso. Eles não possuem lojas com acessórios, como a que vamos inaugurar em Boa Viagem. É um mercado com um potencial muito grande. Além disso, lá também existe uma cultura náutica”, diz Fernando da Fonte.

Na foto, Fernando da Fonte.

Mas este bom momento vem sendo acompanhado com ressalva por alguns empresários em função da demanda reprimida junto ao setor. Apesar do crescimento do número de estaleiros instalados no Brasil, existe uma “fila de espera” para compra de determinadas embarcações produzidas em solo nacional. Para se ter uma ideia da demanda, uma empresa recifense adquiriu no mês de dezembro 31 jet skis, 16 deles já foram vendidos antes da exposição na loja. Segundo empresários ouvidos pela reportagem do PE27, o aumento do número de pedidos está associado as novas linhas de financiamento.

“Vendemos barcos em dez vezes sem juros através de uma parceria com um banco espanhol. Se for em 24 vezes, os juros ficam na casa dos 0,99%. É uma prática comum no mercado”, conta Fernando da Fonte. Segundo ele, a lancha 235 da Phoenix, avaliada em R$ 90 mil, é uma das mais aceitas no mercado pernambucano. Em 2001, foram 26 unidades comercializadas pela Da Fonte Náutica. A loja vendeu, entre outros modelos, o total de 32 lanchas em 2011. Uma a menos comparada ao ano anterior. “Não comprometeu o aumento de nosso faturamento. Vendemos mais lanchas menores em 2011. As lanchas grandes, apesar do alto valor do produto, diminuem os lucros da empresa por conta da logística. Quanto maior o produtor, maior é o custo da gente”, argumentou.

 

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