"Nordeste não é só urna e nem é peso para o Brasil"
O governador de Pernambuco e pré-candidato à Presidência da República em 2014 pelo PSB, Eduardo Campos, voltou a criticar o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) ao dizer que faltam políticas públicas regionais, voltadas para o desenvolvimento do Nordeste do Brasil; segundo ele, a Região não é "depósito de votos" e nem “é um peso para o Brasil”; o socialista declarou, ainda, que a superação do programa "Bolsa Família" é uma das metas para o futuro, sendo necessário incentivar o empreendedorismo e e o acesso ao mercado de trabalho ao invés de alongar a dependência do benefício
Pernambuco 247 - O governador de Pernambuco e pré-candidato à Presidência da República em 2014 pelo PSB, Eduardo Campos, voltou a criticar o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) ao dizer que faltam políticas públicas regionais, voltadas para o desenvolvimento do Nordeste do Brasil. Segundo ele, a Região não é "depósito de votos" e nem “é um peso para o Brasil”. O socialista declarou, ainda que a superação do programa "Bolsa Família" é uma das metas para o Brasil, sendo necessário incentivar o empreendedorismo ao invés de alongar a dependência do benefício. Campos também voltou à carga contra o baixo ritmo de crescimento da economia.
Para o socialista, o Nordeste não pode continuar sendo tratado com importância durante o período eleitoral. "Não somos só urna. Não queremos só ser enxergados como um celeiro eleitoral para muitos no Brasil. Queremos ser olhados com o respeito que a gente nordestina merece por ter emprestado a esse País os mais belos momentos da construção da nação brasileira", afirmou, nesta quinta-feira (14) durante assinatura de um convênio o Governo do Estado e o Fundo das Nações Unidas pela Infância (Unicef). “O Nordeste não é um peso para o Brasil”, complementou o pessebista.
Campos também destacou que é necessário avançar para além do Bolsa Família, qualificando e incentivando os beneficiários do programa de maneira a serem inseridos no mercado de trabalho ou desenvolverem seus próprios negócios. "Para nós, neste momento, está colocado o desafio e a coragem de abrir os caminhos para que muitos brasileiros e brasileiras que se criaram com suas mães indo receber o generoso recurso da União, do Bolsa Família, possam amanhã ir receber os recursos do seu negócio enquanto empreendedor, do seu trabalho enquanto trabalhador", declarou. “Nós não queremos continuar assistindo a cena das filhas de ontem do Bolsa Família serem as mães do Bolsa Família hoje”, ressaltou.
O governador observou que para conseguir melhorar de forma efetiva e perene as condições sociais e econômicas da população é preciso alavancar o crescimento da economia. Nesta linha, ele voltou a criticar o baixo desempenho econômico do Brasil, que, segundo ele, é metade do ritmo mundial. “Depois de 2010, passamos a crescer quase a metade da América Latina e metade do mundo”, afirmou.
Apesar da crítica, o governador reconheceu que houve um aumento da participação nordestina no Produto Interno Bruto (PIB) nacional, que passou de 13% para 13,5% nos últimos dez anos. Entretanto, segundo o socialista, este crescimento ainda não é o bastante para sanar o desequilíbrio entre as diversas regiões do País. Citando dados do Banco do Nordeste, Campos afirmou que a Região precisa crescer 2% a mais do que o Brasil nas próximas três décadas para igualar as condições socioeconômicas entre o Nordeste e as demais regiões.
