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Número de acidentes com vítimas cai 29% nas marginais

Informação se refere às quatro semanas posteriores à implementação da redução da velocidade; foram 110 ocorrências no ano passado, ante 78 em 2015; os acidentes sem vítima caíram 20%, de 272 para 217; os índices de lentidão também caíram 10% na média diária nos dois horários de pico; “Com a redução da velocidade máxima, melhora a fluidez e diminuem os acidentes, uma coisa tem a ver com a outra. Quando há um pequeno acidente, perde-se uma faixa de rolamento, o que afeta o trânsito”, explicou o prefeito Fernando Haddad

Informação se refere às quatro semanas posteriores à implementação da redução da velocidade; foram 110 ocorrências no ano passado, ante 78 em 2015; os acidentes sem vítima caíram 20%, de 272 para 217; os índices de lentidão também caíram 10% na média diária nos dois horários de pico; “Com a redução da velocidade máxima, melhora a fluidez e diminuem os acidentes, uma coisa tem a ver com a outra. Quando há um pequeno acidente, perde-se uma faixa de rolamento, o que afeta o trânsito”, explicou o prefeito Fernando Haddad (Foto: Roberta Namour)

Da Rede Brasil Atual 

São Paulo – O trânsito da cidade de São Paulo está mais seguro nas marginais Tietê e Pinheiros, segundo dados apresentados ontem (19), na prefeitura, pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). As informações se referem às quatro semanas posteriores à implementação da redução da velocidade. Os acidentes com vítimas (mortos e feridos) foram reduzidos em 29% entre 20 de julho e o último dia 14, comparados com igual período de 2014. Foram 110 ocorrências no ano passado, ante 78 em 2015. Os acidentes sem vítima caíram 20%, de 272 para 217.

Os índices de lentidão caíram 10% na média diária nos dois horários de pico. Pela manhã, a queda foi de 3% e, no período da tarde, de 21%. No período entre picos, houve aumento de 8%. “O que vemos é que há um conforto para quem está circulando nas marginais de pelos menos 10%”, disse o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto.

O prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou que os dados de São Paulo são mais positivos do que os de outras cidades que adotaram a medida, como Paris, onde a redução dos acidentes foi de 15%. “Os dados já são muito significativos, mas precisamos aguardar a evolução ao longo do tempo, para verificar se esse comportamento se mantém e se esses indicadores, inclusive, melhoram. Nosso esforço será de melhorar esses indicadores. São Paulo tem um índice de mortes no trânsito bastante expressivo, com três ou quatro mortos por dia, e isso não é uma coisa aceitável. A melhor literatura sobre o assunto recomenda e garante que, com a redução da velocidade máxima, você melhora a fluidez e diminui o número de acidentes”, disse.

“Com a redução da velocidade máxima, melhora a fluidez e diminuem os acidentes, uma coisa tem a ver com a outra. Quando há um pequeno acidente, perde-se uma faixa de rolamento, o que afeta o trânsito”, explicou Haddad. Ele reiterou que a prioridade para a prefeitura é a redução de acidentes, mas lembrou que há o lado positivo de poder juntar os dois fatores. “Estamos combinando uma funcionalidade melhor com mais segurança.”

Também houve redução de 25% nos acidentes com mortes, e de 67% nos atropelamentos no período. “Já tínhamos uma percepção e dados de diminuição de acidentes em outros locais que fizemos redução para 50 km/h ou para 40 km/h. Por exemplo, na região central, do ponto de vista de acidentes com vítimas e mortes, caiu 71%", disse Tatto.

Novas medidas

Haddad afirmou que novas medidas estão sendo estudadas para evitar que motoristas continuem cometendo infrações, como a instalação de lombadas nas alças das marginais. “Temos que impedir a indústria da infração. O verdadeiro problema não é a indústria da multa, mas a da infração.”

Na Marginal Pinheiros também poderá ser proibido o tráfego de motociclistas, como já ocorre na pista expressa da Marginal Tietê. “Estamos comparando os indicadores para salvar a vida dos motociclistas”, disse o prefeito.

Ele avalia que São Paulo está atrasada em comparação com cidades como Bogotá e Buenos Aires. “Estamos atrasados, tanto na questão das faixas exclusivas de ônibus e táxi quanto na ciclovias e redução de velocidade máxima. Nós estamos tentando recuperar o tempo perdido, pois são medidas que deveriam ter sido tomadas dez, 20 anos atrás.”