Número de indústrias cai em Alagoas
O número de indústrias de Alagoas caiu 7% em 5 anos. No governo do tucano Teotonio Vilela (PSDB) o índice de geração de empregos é o pior do Nordeste. Nos últimos cinco anos, a quantidade de empreendimentos industriais no estado caiu de 1.719 unidades para 1.598
Alagoas247 - O Panorama da Indústria Brasileira, divulgado em outubro de 2013 pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), indica redução de 7,04% no número de estabelecimentos industriais, em Alagoas, em apenas cinco anos. Em 2007, havia 1.719 unidades fabris. Em 2012, eram 1.598. Resultado: redução de 121 unidades fabris. No mesmo período, o governo estadual diz contabilizar 90 novos empreendimentos.
O decréscimo contribuiu, na avaliação de especialistas em economia brasileira, para a reduzida ampliação de 0,13% no quantitativo de trabalhadores com carteira assinada. De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o segmento empregou 102.755 em 2012 e 102.888 em 2012.
"O crescimento (do setor industrial), do ponto de vista da geração de emprego, é marginal", observou o economista Fábio Guedes, professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em entrevista concedida à Gazeta de Alagoas, quarta-feira.
Responsável pela transformação de matérias-primas em produtos finais, bens de consumo duráveis ou não duráveis e insumos necessários à produção de outros tipos de bens industriais, a indústria alagoana ampliou sua participação na composição do Produto Interno Bruto (PIB), que contabiliza as riquezas produzidas pelo estado.
O PIB de 2011, divulgado em 2013, mostra porcentual de crescimento de 9,3%, em 2010, para 13,5%, em 2011. Isso se deve, de acordo com análise do economista, ao "excepcional momento" do mercado internacional para as exportações de açúcar.
Com gazetaweb.com