Numero excessivo de prédios à beira mar eleva temperatura em Aracaju

Reportagem do jornal O Globo diz que "se de um lado o crescimento vertical é importante para a indústria da construção civil e para o setor imobiliário, do outro, provoca transtornos"; diz ainda a matéria que "o grande número de edificações acaba formando ilhas de calor, bloqueando a passagem do vento"; com isso, numa temperatura de 32 graus, a sensação térmica em determinados pontos da capital chega a 35 graus; na capital de Sergipe, 19% dos 571 mil habitantes moram em apartamentos

Numero excessivo de prédios à beira mar eleva temperatura em Aracaju
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Sergipe 247 - Reportagem do jornal O Globo, assinada pelo jornalista Antônio Carlos Garcia, afirma que em Aracaju, "o aquecido mercado imobiliário tem impulsionado a economia local, mas agravou um problema crônico no Nordeste: o calor intenso, que ficou ainda maior em algumas áreas da cidade por causa da barreira de prédios na orla prejudicando a circulação de ar". 

De acordo com a matéria, a falta de infraestrutura para absorver novos lançamentos imobiliários levou a Justiça Federal a agir, proibindo novos licenciamentos em duas regiões: Aruana e Zona de Expansão. "A exigência é que autorizações só sejam dadas depois que o poder público executar um projeto de macrodrenagem da região. O problema está longe de ser resolvido. É que as áreas correspondem a mais de 40% do território de Aracaju e o orçamento para fazer o serviço chega a R$ 3 bilhões"

Nos últimos quatro anos, informa O Globo, foi aprovada a construção de 45 condomínios verticais somente no bairro Atalaia, onde fica a praia que é o principal cartão-postal da cidade. "Até o início dos anos 1990, apenas algumas empresas se aventuravam a construir às margens do Rio Sergipe. Naquela época, apenas sete edifícios faziam parte da paisagem. Somente em meados da mesma década é que o boom ocorreu com o surgimento de prédios de alto luxo na Avenida Beira Mar. Hoje, o aumento na quantidade de prédios litorâneos é de em média quatro novos empreendimentos prontos por ano", anota o jornalista.

"Se de um lado o crescimento vertical é importante para a indústria da construção civil e para o setor imobiliário, do outro, provoca transtornos", afirma a matéria, que prossegue: "o grande número de edificações acaba formando ilhas de calor, bloqueando a passagem do vento. Com isso, numa temperatura de 32 graus, a sensação térmica em determinados pontos da capital chega a 35 graus. E os mais prejudicados são aqueles que moram em bairros cercados por prédios". Na capital de Sergipe, 19% dos 571 mil habitantes moram em apartamentos.

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