O ano da redenção de César Cielo

Aps um 2011 difcil, o brasileiro tentar confirmar sua supremacia nas piscinas em Londres

O ano da redenção de César Cielo
O ano da redenção de César Cielo (Foto: REUTERS/Sergio Moraes)
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Cassius Oliveira _247 - Depois de Gustavo Borges e Fernando Scherer, ele certamente é um dos ídolos da natação brasileira. César Augusto Cielo Filho começou sem grandes holofotes nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, com apenas 20 anos de idade, mas já mostrou toda sua habilidade conquistando três medalhas de ouro e impressionou a todos ao ser o primeiro nadador sul-americano a nadar os 50m livres abaixo da marca dos 22 segundos. Nos Jogos Olímpicos de Pequim, no ano seguinte, a estrela de Cielo foi ofuscada pela de Michael Phelps, que sobrou na modalidade levando nada menos que oito ouros. Mas o nadador brasileiro não decepcionou subindo ao lugar mais alto do pódio na prova dos 50m livres e conquistando a medalha de bronze nos 100m livres.

Foi no Mundial de Roma, em 2009, que Cielo mostrou sua força e afirmação na modalidade. Ele foi o terceiro atleta na história a vencer a prova dos 50m livres no Mundial e nos Jogos Olímpicos de forma consecutiva. Após a vitória, o nadador foi aclamado como o novo herói nacional. Tímido, o brasileiro mostra vigor na hora de nadar, mas cai no choro ao ouvir o hino nacional quando está no lugar mais alto do pódio.

O ano de 2011 tinha tudo para ser tranquilo, mas acabou sendo um período em que Cielo teve de provar mais uma vez que é um herói nacional. Em maio, durante o Troféu Maria Lenk, o nadador foi pego no exame antidoping, que registrou a substância furosemida em seu organismo, cuja função é mascarar o uso de outras substâncias dopantes, o mesmo que causou a suspensão da ginasta Daiane dos Santos. A Confederação Brasileira de Desportes Aquáticos (CBDA) optou por dar apenas uma advertência a Cielo e anular seus resultados na competição, mas a Federação Internacional de Natação (Fina) entrou com um pedido formal na Corte Arbitral do Esporte (CAS), sugerindo a troca da advertência por uma suspensão.

Caso fosse suspenso, Cielo estaria fora do Mundial de Esportes Aquáticos em Xangai e dos Jogos Olímpicos de Londres. Mas no dia 21 de julho deste ano, o CAS decidiu manter a advertência dada pela CBDA, fato que resultou em muitas críticas entre os nadadores. Na final dos 50m borboleta, Cielo arrancou o peso de 20 dias, tempo que durou o julgamento do CAS, em apenas 20 segundos. O brasileiro conquistou o título mundial em uma prova que nem é a sua especialidade e chorou exaltando sua glória e calando os críticos. Após a vitória, ele admitiu que foi a prova mais difícil de sua vida. “Essa medalha tem uma sensação diferente. Foi a medalha mais dura da minha vida”. Os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México, foram apenas uma afirmação de que Cielo é o nadador mais rápido do mundo.

O nadador brasileiro ainda fechou o ano em alta, faturando o Prêmio Brasil Olímpico de Melhor Atleta do Ano pela terceira vez. Agora César Cielo vai em busca de garantir sua supremacia na modalidade nos Jogos Olímpicos de Londres e já revelou seus planos para a competição: “Eu quero melhorar minha posição nos 100m livre. Eu cheguei a ganhar no Mundial de Roma (em 2009). Já melhorei no Pan-Americano. É uma prova em que eu estou vendo uma evolução muito clara, eu tenho uma janelinha de tempo e tenho que melhorar nesse período”.

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