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O desserviço de Almeida Lima à sociedade sergipana

Deputado federal pelo PPS/SE teria utilizado maquinário da prefeitura de Nossa Senhora das Dores para obras em sua fazenda; delegado diz que ele será acusado por peculato; motorista da patrol, inocente, foi preso e assim permanece, sem qualquer defesa da prefeitura ou do deputado; Almeida Lima tem produção pífia na Câmara: muitas faltas, não apresenta projetos e nem mesmo faz discursos 

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Valter Lima, do Sergipe 247 – Após uma campanha fragorosa a prefeito de Aracaju que não lhe trouxe um único dividendo político positivo, o deputado federal Almeida Lima (PPS) recolheu-se ao ostracismo. Não se viu, nem se leu ou se ouviu algo sobre ele nos últimos cinco meses. Mas isto só até a última quinta-feira (7), quando ele voltou aos holofotes em meio a um boato de que havia sido preso, em Nossa Senhora das Dores, município onde possui uma fazenda. Ele logo negou. Mas o assunto não se esgotou aí. 

O motivo da suposta prisão – que realmente não aconteceu – é que um veículo, conhecido como patrol, de propriedade da prefeitura da cidade, estaria servindo aos interesses particulares da fazenda de Almeida Lima. Pois bem, o promotor da cidade acionou a polícia que foi ao local, fez o flagrante e prendeu o motorista do trator, que estava ali apenas cumprindo ordens. Até a noite do sábado (9), quando este texto foi escrito, o homem continuava preso.

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De acordo com o delegado responsável pelo caso, Rodrigo Espinheira, o deputado deverá responder pelo crime de peculato, já que foi comprovado o uso de máquinas do município para benefício particular. O caso deverá ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, já que, como parlamentar federal, Almeida Lima tem foro privilegiado.

Em editorial na edição domingo/segunda (10 e 11 de março), o Jornal da Cidade trata do tema, faz críticas ao deputado e lembra que “é bem possível que todos se saiam bem do caso, menos o pobre maquinista da patrol que entrou pelo cano...”.

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Pois bem, é realmente constrangedor ver um parlamentar, eleito democraticamente pelo povo, passar por algo tão ridículo. Mesmo sendo Almeida Lima, que já se tornou quase uma figura folclórica da política sergipana – e nacional –, causa vergonha alheia saber que ele está envolvido em uma falha institucional tão primária. O uso do que é público (a máquina da prefeitura) para interesses particulares (a abertura de um tanque na fazenda dele) causa asco.

Ao tempo que poderia estar servindo a pequenos agricultores, o equipamento da prefeitura era utilizado por um parlamentar federal, que recebe mensalmente um excelente salário e que poderia contratar de uma empresa particular o serviço. De forma simples e correta, sem atropelos, como o que ocorreu.

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É por fatos como esses que Almeida Lima tornou-se um agente político em Sergipe sem voz e sem ação. Uma visita (muito) rápida na página dele na Câmara dos Deputados é suficiente para ver que sua produção enquanto parlamentar é próxima do zero. No ano passado, ele pouco participou das atividades parlamentares.

No canal de vídeos de Almeida há uma referência a 31 de outubro de 2012, quando ele falou por pouco mais de um minuto na Comissão de Defesa do Consumidor, mas antes disso, só há registro de 31 de maio do mesmo ano.

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No canal de projetos, o último requerimento apresentado é de 21 de junho de 2011. Na área de discursos, a última referência a ele é de 12 de dezembro de 2012, quando ele falou por menos de um minuto, para fazer uma crítica ao Governo Federal. Antes deste, ele havia discursando em 31 de maio de 2012 sobre a greve dos professores da rede pública de Sergipe. 

Este ano, de seis sessões para votações, ele só esteve presente em uma. Nas sessões cotidianas, ele faltou seis de um total de nove. Também não participou de reuniões de comissões. Em todos os casos, as faltas não foram justificadas, de acordo com as informações do Portal da Transparência da Câmara Federal.

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Ou seja, Almeida Lima recebe um salário superior a R$ 26 mil, tem cota parlamentar para gastar com combustível, telefone, passagem de avião, aluguel de veículo, pode empregar funcionários na Câmara e tudo isto para não produzir um benefício sequer ao povo.

Enquanto isto, o funcionário da prefeitura (que deve receber salário mínimo) dorme em uma cela de cadeia, sem ter cometido crime algum, mas servindo, de certa forma, de bode expiatório para erros cometidos por gestores públicos, conhecedores da legislação. É contraditório, é desrespeitoso e é vexatório.

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