O futebol venceu a beleza

Uruguai de Diego Forln campeo da Copa Amrica com vitria por3 a 0 sobre o Paraguai, para tristeza de Larissa Riquelme e as torcedoras-smbolo da competio disputada na Argentina

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Por Márcio Kroehn_247 - Aos 43 minutos do primeiro tempo, o volante Diego Pérez deu um pique para tentar salvar uma bola quase perdida, no campo de ataque uruguaio. Mesmo com a vantagem no placar, o esforço rendeu um escanteio e pode ser destacado como o símbolo da conquista do título pelo Uruguai. A Seleção Celeste, que ficou mais de duas décadas adormecida nas disputadas internacionais, faz um bom trabalho há três anos, que rendeu um quarto lugar na Copa do Mundo de 2010 e, agora, a 15ª taça da Copa América. Para levantar o troféu em solo argentino, no estádio Monumental de Nuñes, os uruguaios venceram por 3 a 0 o Paraguai, a equipe que eliminou o Brasil nas quartas-de-final e chegou à final sem nenhuma vitória. Foram cinco empates nos cinco jogos no torneio. O grande destaque paraguaio estava nas arquibancadas. Larissa Riquelme e uma legião de seguidoras encantaram os torcedores com beleza, graça e ousadia. Mas e o futebol da seleção paraguaia? A realidade apareceu no jogo final.

No início da partida, o primeiro goleiro a tocar na bola foi Muslera, em uma tentativa de ataque do Paraguai. Essa foi, praticamente, a única vez que o goleiro uruguaio sujou as luvas na etapa inicial. Quando o relógio marcou um minuto, o Uruguai tomou conta do jogo e fez o que o Brasil não conseguiu: massacrou os paraguaios até a defesa ficar tonta. O centroavante Luis Suárez avançou pela direita, lutou pela bola, passou pelos zagueiros e só foi parado quando o goleiro Justo Villar abafou o chute e colocou para escanteio. Na cobrança de Forlán, Lugano cabeceou forte, Villar fez uma grande defesa e, na sobra, a bola bateu nas mãos do paraguaio Ortigoza. Os uruguaios pressionaram o árbitro brasileiro Sálvio Spinola Fagundes: pênalti? Esse valia a interpretação, o que não pode ser dito de um puxão recebido por Lugano aos 8. Antes dos 10 minutos, o Uruguai já tinha cobrado cinco escanteios. A pressão deu certo aos 11, quando Forlán tocou para Suárez na área, que deu um corte seco no zagueiro e chutou de esquerda, cruzado. A bola tocou na trave antes de entrar: 1 a 0.

O gol uruguaio deixou o jogo mais disputado, com lances ríspidos. Os paraguaios reclamavam, os uruguaios respondiam. Dos 15 aos 30 minutos, Sálvio aplicou quatro cartões amarelos. O Paraguai tentava atacar, mas faltava categoria. E também faltava calma ao Uruguai, para não cair na provocação paraguaia. Aos 31, os nervos dos jogadores da Celeste pararam de ferver. Suárez lançou Forlán, que adiantou a bola e Villar conseguiu abafar. Aos 35, Suárez novamente: pela direita, bateu forte e a bola tocou na rede, pelo lado de fora. No minuto seguinte, Forlán, de voleio, chutou para defesa de Villar. E o Paraguai? Tentava resistir. Aos 41, Arévalo foi mais rápido, interceptou uma troca de passes na intermediária paraguaia e tocou para Forlán que, de esquerda, de primeira, fez 2 a 0, com chute forte no contrapé de Villar. O camisa 10 quebrava o jejum que durava desde a Copa do Mundo de 2010, na derrota por 3 a 2 para a Alemanha na disputa pela terceira colocação. Antes de terminar o primeiro tempo, aos 46, Suárez tentou nocautear o Paraguai, mas a cabeçada foi para fora.

O que esperar do segundo tempo? Um jogo menos intenso que o da etapa inicial. O time uruguaio seria mais cauteloso, o Paraguai mais aberto. O primeiro chute a gol dos paraguaios no jogo aconteceu aos 8 do segundo tempo. Ortigoza tocou para o atacante Valdéz que, dentro da área, chutou no alto. O goleiro Muslera desviou de leve antes de a bola explodir no travessão. O Paraguai estava melhor em campo e o Uruguai esperava uma oportunidade de contra atacar. Aos 16, Piris cruzou da direita mas Riveros não conseguiu desviar e Muslera evitou o gol. O Paraguai era mais vontade do que qualidade. E o Uruguai parecia saber disso. Aos 28, Cavani invadiu a área e tentou tocar para Forlán, mas Suárez antecipou e quase pegou Villar no contrapé. O goleiro paraguaio evitou o terceiro gol – até quando pode. Aos 44, o Paraguai estava todo no ataque e o Uruguai conseguiu acertar um belo contra ataque em três toques, em um dos lances mais bonitos da Copa América: Cavani tocou par Suárez, que de cabeça ajeitou para Forlán. O camisa 10 avançou sozinho e tocou na saída de Villar: 3 a 0 e o grito de campeão.

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