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"O país estarrecerá se os embargos forem aceitos"

Declaração melancólica é do deputado Jutahy Magalhães Jr., do PSDB; "Ninguém pode se iludir com o que vai acontecer no julgamento do STF se os embargos infringentes forem aceitos e acolhidos. Cabe ao ministro Celso de Mello decidir essa questão. Quero dizer que as palavras do Celso de Mello, quando definiu o mensalão e disse que a Nação estarrecida, perplexa e envergonhada em função de um grupo de delinquentes que degradou a atividade política, transformando-a em plataforma de ações criminosas, não serão aplicadas"

Declaração melancólica é do deputado Jutahy Magalhães Jr., do PSDB; "Ninguém pode se iludir com o que vai acontecer no julgamento do STF se os embargos infringentes forem aceitos e acolhidos. Cabe ao ministro Celso de Mello decidir essa questão. Quero dizer que as palavras do Celso de Mello, quando definiu o mensalão e disse que a Nação estarrecida, perplexa e envergonhada em função de um grupo de delinquentes que degradou a atividade política, transformando-a em plataforma de ações criminosas, não serão aplicadas" (Foto: Romulo Faro)

Bahia 247

O deputado Jutahy Magalhães Jr., do PSDB, é mais um a entoar a pressão exercida sobre o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Mello, sobre seu voto na sessão desta tarde.

O mais antigo membro da corte desempatará a votação que está em 5x5 sobre aceitação dos embargos infringentes da Ação Penal 470, o chamado mensalão. Cabe a Mello mandar réus como José Dirceu, Genoino e Delúbio Soares para a cadeia ou lhes dar a chance de revisão de suas penas.

Jutahy disse esperar que o decano avalie as consequências e impactos do voto de desempate. O tucano lembrou em discurso na Câmara que Celso de Mello foi responsável, no curso do julgamento, pelo voto mais contundente contra o mensalão, mas citou a dualidade vivida pelo ministro que, por princípio, segundo a imprensa, seria favorável aos embargos.

"Com certeza absoluta, no mérito ele (Celso de Mello) quer a manutenção dos resultados, principalmente, do seu voto, em relação à formação de quadrilha. Mas ele está diante da seguinte realidade e não pode deixar de enfrentá-la. Se esse processo for reaberto, aquele voto extraordinário e consistente que representou orgulho para a Nação brasileira será rasgado. Esse voto não virará sentença, porque há uma nova composição no STF. Esse voto não vai valer, porque essa nova composição vai mudar essa realidade. E as pessoas não estão escondendo isso".

Jutahy lembra ainda que alguns dos cinco ministros que já votaram a favor dos embargos já se manifestaram publicamente pela revisão das penas dos réus do mensalão.

"Ou seja, ninguém pode se iludir com o que vai acontecer no julgamento do Supremo Tribunal Federal se os embargos infringentes forem aceitos e acolhidos. Cabe ao ministro Celso de Mello decidir essa questão. Quero dizer que as palavras do Celso de Mello, quando definiu o mensalão e disse que a Nação estarrecida, perplexa e envergonhada em função de um grupo de delinquentes que degradou a atividade política, transformando-a em plataforma de ações criminosas, não serão aplicadas. E o País receberá o acatamento dos embargos infringentes como também uma Nação estarrecida, perplexa e envergonhada, se isso acontecer".