O peso político de Eduardo Campos

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, ganha espao e se consolida como um dos possveis nomes para a disputa presidencial em 2014. A anlise feita pelo jornalista Josias de Sousa traduz em grande parte esta movimentao.

O peso político de Eduardo Campos
O peso político de Eduardo Campos (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)
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PE-247 - O peso político do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) é cada vez maior. A última análise neste sentido veio do jornalista Josias de Souza, um dos mais conceituados do país, que publicou em seu blog e na Folha de São Paulo uma análise sobre a movimentação e as articulações feitas pelo governador no cenário nacional, visando as eleições presidenciais de 2014.

Em sua análise o jornalista observa que Eduardo Campos desevencilhou-se de Ciro Gomes e se apresenta como a única alternativa presidencial de sua legenda. Mesmo intimamente ligado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele também tem se distanciado do PT. Em uma de suas jogadas políticas, o pernambucano aliou-se ao PSD, do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Com isto, Campos passou a controlar 83 cadeiras no Congresso, três a menos que o PT e três a mais que o PMDB, cacifando-se a ser ouvido direta e mais frequentemente pela presidente Dilma Roussef (PT).

Em nível local, ele liberou o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, para disputar a prefeitura do Recife, comandada pelo petista João da Costa. Bezerra Coelho é originário de uma tradicional família política do Sertão pernambucano e é amigo pessoal do governador. Até bem pouco tempo ocupava o posto de Secretário de Desenvolvimento Econômico estadual. Além de partir para cima da capital pernambucaba, o PSB também estaria ameaçando o projeto do PT de ampliar o número de prefeituras no Nordeste, disputando espaços no Piauí, Ceará e Paraíba. Na última reunião do Conselho Deliberativo da Sudene, realizado na semana passada, Eduardo Campos já era chamado de presidente por muitos dos presentes ao evento.

Segundo Josias de Souza, também pesa a favor do pernambucano o bom trânsito entre os partidos de oposição ao governo Dilma. O PSB manté estreitas ligações com os governos do PSDB de Minas Gerais, Paraná e Alagoas. No seu estado natal, a oposição praticamente inexiste, sem contar o fato de ter atraído boa parte das prefeituras do PSDB para o seu lado. Uma outra mostra de sua força veio com a eleição sua mãe, Ana Arraes, para o Tribunal de Contas da União (TCU). Apesar de considerar que a eleição de Ana Arraes foi feita com “base nas piores práticas coronelistas”, o jornalista observa que Eduardo Campos vende-se como um gestor moderno, adepto da meritocracia e do regime de metas administrativas. A partir daí, o texto de Josias de Sousa traça os cenários futuros nos quais o governador de Pernambuco deve trabalhar para garantir o seu lugar ao sol como um grandes da política nacional.

Numa primeira hipótese, Dilma Roussef não teria condições de disputar uma reeleição. Sendo assim e caso Lula vote a disputar à presidência, Eduardo Campos adiaria os seus planos para oportunidade posterior. Caso a presidente se candidatasse “na base do vai ou racha”, ela abriria espaço para que um outro nome aparecesse, neste caso o dele próprio. Em uma outra hipótese, Dilma chegaria ao término de seu primeiro mandato com a popularidade em alta e aí Campos postergaria seus planos até 2018. Mas como diz o próprio Josias, “Um pedaço do PMDB receia que, faltam-lhe fôlego para o voo alto de 2014, Campos decida acionar o plano B: substituir Temer numa chapa encabeçada por Dilma”. Diante das possibilidades e do ganho de musculatura do nome de Eduardo Campos rumo ao Palácio do Planalto resta analisar a máxima romana: Alea Jacta Esta ou a sorte está lançada. As apostas estão abertas.

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