"O que o Ciro tem é muita mágoa de caboclo"

Esta foi a resposta da cúpula do PSB às últimas críticas feitas pelo ex-ministro Ciro Gomes, que cobrou que o governador de Pernambuco e virtual candidato à presidência, Eduardo Campos, respondesse o porquê de o PSB não ter lançado candidato próprio quando a presidente Dilma era uma desconhecida e o porquê de, agora, Eduardo querer ser candidato; o vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, observou que a situação atual é diferente da vivenciada em 2010 e que 2014 somente será discutido pela legenda no ano que vem

"O que o Ciro tem é muita mágoa de caboclo"
"O que o Ciro tem é muita mágoa de caboclo" (Foto: Bahia Econômica)

Paulo Emílio_PE247- A virtual candidatura do governador de Pernambuco pelo PSB em 2014, Eduardo Campos, continua a instigar os brios do ex-ministro Ciro Gomes, que defende veementemente o apoio da legenda à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Nesta semana, em uma entrevista ao blogueiro Eliomar de Lima, em Fortaleza (CE), Ciro desafiou o correligionário a responder duas perguntas: porque o PSB não teve candidato quando a Dilma era uma desconhecida e apoiou-a mesmo assim e o por quê de Eduardo querer ser candidato. A resposta veio rápida. “O que o Ciro tem é mágoa de caboclo”, disse uma fonte ao PE 247, referindo-se ao fato do ex-ministro ter se colocado como pré-candidato pelo PSB em 2010 e ter sido preterido quando o partido resolveu apoiar a indicação de Dilma à Presidência, feita pelo então presidente Lula.

Ao saber dos novos questionamentos feitos por Ciro, o vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, tentou amenizar o clima  interno dentro da legenda. “O Ciro sabe que a situação de 2010  (quando ele esperava ser o candidato do partido) e, também, a de 2006 eram completamente adversas, bem diferente da atual. Isso é, como se diz, o óbvio ululante. Mas o partido ainda não tem nada definido. Não temos porque nos precipitar em relação a isso. A candidatura ou não do PSB somente será definida em 2014”,  disse Amaral repetindo o mote empregado por Campos de que  as eleições 2014 somente serão discutidas em 2014.

Tanto Ciro como seu irmão, o atual governador do Ceará, Cid Gomes, são umas das poucas vozes contrárias a uma candidatura própria pelo PSB. Os dois defendem abertamente o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff e que a legenda somente venha a concorrer ao Planalto em 2018, algo que, no momento parece fora de questão. A insatisfação do clã Gomes com os planos nacionais do partido ganhou corpo a ponto de Cid Gomes vir a ser assediado por partido como o PSD, do ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kasab, além de dar margem às especulações de que o Palácio do Planalto estaria estimulando a briga interna no PSB com o objetivo de rachar a legenda e enfraquecer uma eventual candidatura de Campos no Nordeste, Região onde detém o seu maior capital político e eleitoral.

Questionados se poderiam deixar a legenda por alguma outra sigla, tanto Ciro como Cid afirmam que vão permanecer no PSB, o que provavelmente implicará em novas brigas internas muito em breve.

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