O que será que Dilma e Eduardo tanto conversam?

Depois de se encontrarem na semana passada na base naval de Aratu (BA), a presidente Dilma Rousseff (PT) e o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos voltam a se reunir nesta segunda-feira (14), em Brasília; na pauta das discussões estão questões administrativas e políticas; os constantes afagos ao PSB, e seu potencial pré-candidato à Presidência em 2014, tem deixado o PMDB insatisfeito com tanta movimentação; o que será que eles tanto conversam? 

O que será que Dilma e Eduardo tanto conversam?
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Paulo Emílio_PE247 - Encontros seguidos por mais encontros. Assim tem sido a relação da presidente Dilma Rousseff (PT) e o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, nas últimas semanas. Depois do encontro entre eles na base naval de Aratu (BA) durante as curtas férias da chefe do Executivo nacional, eles voltam a conversar, nesta segunda-feira (14), em Brasília. A intensificação dos contatos estaria elevando o nível de tensão junto ao PMDB, que possui Michel Temer como vice-presidente além de vários ministérios, que não vê com bons olhos os últimos afagos feitos aos socialistas e que nas tentativas para acalmar as pretensões de Eduardo em disputar o Palácio do Planalto em 2014 esteja incluído o aumento da influência do PSB na administração federal e até mesmo o cargo de vice na chapa da reeleição da presidente.

O fato é que o encontro entre eles na Bahia, na semana passada, Eduardo teria assegurado a manutenção do PSB na base governista e que o seu partido não mais atacaria o governo. Apesar das garantias, o governador não teria se posicionado se sairá candidato ou não à Presidência. O fato é que a movimentação do socialista vem incomodando tanto o PMDB como o PT. O clima ruim entre as legendas aumentou após o resultado do último pleito municipal, onde o PSB saiu como o partido que mais cresceu em nível nacional. Agora, o fato de ter sido chamado para ir a Brasília mediante convite da própria presidente - para discutir questões administrativas e também políticas, segundo um interlocutor de Campos - aumentou ainda mais a desconfiaça por parte do PMDB em torno das pretensões socialistas.

Além disso, Eduardo vem conseguindo agregar em torno de si a simpatia de outros partidos da base aliada do governo e até mesmo da oposição. Os recentemente posicionados em torno da redistribuição dos royalties do petróleo e por um novo pacto federativo, que inclui mais autonomia a estados e municípios, e uma melhor redistribuição dos repasses da União, também ajudaram acenderam a luz amarela de alerta no interior do PMDB.  O chefe do Executivo pernambucano também vem sendo procurado e incentivado à disputar o pleito majoritário já em 2014 por empresários de peso que se mostram insatisfeitos com a condução da política econômica atual. A soma destes fatores seria a principal fonte de inquietação do PMDB.

Apesar de Campos e outros dirigentes do PSB  já terem afirmado reiteradamente que 2014 somente será discutido em 2104 e que a meta atual é ajudar a presidente Dilma a superar as dificuldades atuais, sobretudo no campos econômico, tanto PT como PMDB permanecem preocupados. Esta situação só deverá ser alterada quando o governador se pronunciar oficialmente se será ou não candidato. Até lá, os rumores , temores e especulações serão uma companhia constante.

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