O Recife passou no teste

A expectativa era grande e, para a satisfao geral, a cidade conseguiu lidar bem com um evento to grandioso como foi a passagem do ex-beatle Paul McCartney. Em duas noites de shows, a maior parte dos servios funcionou a contento e o Estdio do Arruda deu provas de que pode sim ser utilizado como uma grande arena de espetculos

O Recife passou no teste
O Recife passou no teste (Foto: JC Imagem/Folhapress)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Paulo Emílio _PE247 - A vinda do eterno beatle Paul McCartney ao Recife colocou a capital pernambucana em definitivo no circuito dos grandes shows internacionais. Não que megaeventos anteriores como Black Eyed Peas ou Iron Maiden não tenham tido este poder de inserção, mas um beatle é sempre um beatle. Apesar do sucesso – o show foi “arretado “como dizemos por aqui e o próprio Sir Paul confirmou – algumas considerações merecem ser feitas. Será que o Recife foi aprovado no quesito grandes eventos?

Se tem algo que merece destaque foi a segurança no entorno do Estádio do Arruda, local da apresentação. Policiais Militares estavam espalhados pela s redondezas e, tirando algumas confusões provocados por bebuns aqui e acolá, não se viu nenhum problema digno de destaque. Pelo visto as autoridades aprenderam ou imaginaram o tamanho do buruçu que uma tragédia semelhante ao acontecido em um dos últimos jogos entre Sport e Santa Cruz, que resultou em duas vítimas fatais, poderia causar. E ainda mais sendo o Estado uma das cidades sedes da Copa do Mundo de 2014.

O Arruda foi o escolhido para a apresentação por ser a maior arena da cidade. E a preocupação foi tanta que os órgãos públicos capricharam na maquiagem do entorno, com limpeza, poda de árvores, melhoria das calçadas... Só não limparam o canal que em alguns trechos exalava um odor fortíssimo daquilo mesmo que vocês estão pensando.

Quanto ao trânsito, a fiscalização e o ordenamento do fluxo funcionaram relativamente bem apesar dos muitos pontos de retenção e engarrafamentos em vários locais de acesso. Já o comércio ambulante e os cambistas atuavam livremente sem empecilhos visíveis. O reforço das linhas de ônibus também garantiu a fluidez e assegurou a ida de muita gente ao show.

Já conseguir um táxi...só na base do grito mesmo. Apesar dos veículos de praças de cidades vizinhas como Jaboatão e Olinda, os taxistas só queriam aceitar as chamadas corridas grandes, do tipo Arruda-Boa Viagem. Tenham paciência... Imaginem isto em um evento comoa Copa do Mundo e aí dá pra imaginar o tamanho da confusão que vem pela frente. Isso sem falar na educação de boa parte dos condutores. Quanto a isto, só o tempo dirá se esta situação será contornada.

Sobre o show em si pode-se dizer que foi “o show”. Independentemente das críticas feitas por alguns pseudo-especialistas dos jornais do Sul que disseram que o público estava apático o que se viu foi uma galera disposta a curtir e a brincar a festa sem confusão e com muita disposição. Não sei em que setores do Arruda este pessoal ficou, mas com certeza não foi onde a maioria estava.

No geral, o Recife se saiu bem. Sem elevar a discussão para a questão da infraestrutura – como as ruas esburacadas, por exemplo, e a questão da construção de viadutos ou novos estádios, os problemas parecem ser, em boa parte, pontuais e podem ser sanados. Nada que um pouco de boa vontade não resolva.

 

O conhecimento liberta. Saiba mais. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

WhatsApp Facebook Twitter Email