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O tamanho do poder do PSB após as eleições

Partido poderá sair das eleições municipais deste ano com o comando em seis capitais, batendo adversários fortes, como o próprio PT; Estratégia do partido, segundo o cientista político Michel Zaidan, é criar o palanque perfeito para Eduardo Campos em 2014

O tamanho do poder do PSB após as eleições (Foto: Eduardo Braga/SEI)
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Raphael Coutinho _PE247 – O dia 7 de outubro, quando ocorre o primeiro turno das eleições municipais 2012 ainda nem chegou, mas um partido já sairá deste pleito mais fortalecido do que entrou. A legenda comandada pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) atualmente governa três das 26 capitais (Belo Horizonte, Curitiba e Boa Vista) mas, segundo a previsão do próprio PSB, é que este número dobre em 2012. Em todas as capitais em que o PSB possui candidato próprio, o PT também concorre, o que tem acirrado os ãnimos entre as duas legendas e colocado Campos como um dos nomes mais fortes para compor ou mesmo encabeçar uma chapa contra o Partido dos Trablahadores.

Em seis capitais do País, o PSB possui candidatos com chances de ganhar a disputa pelo Executivo municipal. Três prefeituráveis ocupam o 1º lugar nas pesquisas, com os petistas ocupando o 2º lugar. Recife é um dos exemplos, onde Geraldo Julio (PSB) aparece liderando os mais recentes levantamentos. Já em outras três cidades, candidatos do PSB concorrem com petistas por uma vaga no segundo turno.

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Com o lançamento de candidatos próprios do PSB em várias cidades em que o PT também concorre, a avaliação do cientista político da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Michel Zaidan, é para a criação de um cenário propício para Eduardo Campos já em 2014. “Isto faz parte da estratégica de Eduardo em se separar do PT. Ele está se preparando para disputar em 2014. Já fez acordos regionais e nós vamos ter novidades depois do resultado das eleições municipais”, avaliou. Eduardo, nos últimos meses, intensificou sua agenda nacional, participando de palestras onde apresenta o Pernambuco criado em seu governo.

Como “novidade”, principalmente para o Recife, Zaidan acredita no fim da aliança PT e PSB. “Acredito que haverá a separação dos dois, inclusive no âmbito nacional. Após as eleições, vai ficar mais claro o afastamento entre um e outro, e as novas alianças”, afirmou. Ele também não acredita em uma reação do Partido dos Trabalhados na capital pernambucana. “O PT Nacional abandonou a campanha em Fortaleza (CE) e em Recife. Eles estão investindo em São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG)”, comentou, sobre o trabalho que a legenda está realizando com candidatos em algumas cidades, incluindo visitas do ex-presidente Lula. O fato é que mesmo o candidato petista no recife, o senador Humberto Costa, tem se queixado do isolamento de sua campanha e da falta de recursos.

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Sem poder trombar de frente com o PSB, uma vez que a bancada socialista faz parte da vase de sustentação do governo, nem mesmo o ex-presidente Lula tem subido demais o tom contra Campos. As críticas sobre “a traição” ficam a cargo de outros grandes do partido, como o próprio presidente nacional da legenda, Rui Falcão. Enquanto isto, Campos tem costurado apoio com outros partidos, dentro e fora da base aliada e fortalecendo o seu nome em nível nacional. De todo modo, ele já pode se considerar um dos principais vitoriosos desta eleição. Resta saber como o PT reagirá a tudo isto.

 

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