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Ocupação de fazenda já dura 39 dias em BH

Segundo relatos dos donos do terreno, os ocupantes, que ignoram a liminar de reintegração de posse expedida pela Justiça, estariam ateando fogo na mata e disparando tiros para o alto; a Polícia Militar confirmou que recebeu a liminar, porém disse que não há previsão para o cumprimento de ordem judicial

Segundo relatos dos donos do terreno, os ocupantes, que ignoram a liminar de reintegração de posse expedida pela Justiça, estariam ateando fogo na mata e disparando tiros para o alto; a Polícia Militar confirmou que recebeu a liminar, porém disse que não há previsão para o cumprimento de ordem judicial (Foto: Leonardo Lucena)

Minas247 – As 800 famílias que se alocaram em 200 hectares na Granja Werneck, na fazenda Ribeirão Isidoro, Vetor Norte de Belo Horizonte (MG), ocupam o local há 39 dias. Segundo relatos dos donos do terreno, os ocupantes, que ignoram a liminar de reintegração de posse expedida pela Justiça, estariam ateando fogo na mata e disparando tiros para o alto. A Polícia Militar confirmou que recebeu a liminar, porém disse que não há previsão para o cumprimento de ordem judicial.

"Essa questão é séria, pois 40% da fazenda consiste em área de preservação ambiental, mas a mata vem sendo incendiada e destruída. Além disso, cenas de violência vêm ocorrendo na fazenda, como disparos de tiros", afirmou Otávio Werneck, um dos donos do terrenos, em entrevista ao jornal Estado de Minas.

De acordo com ele, as medidas para solucionar o impasse estão sendo tomadas. "Na quarta-feira, tivemos uma reunião com o Prefeito Márcio Lacerda para tratarmos do caso. Entretanto, ele não pode fazer nada, já que a Polícia Militar é responsável por cumprir a liminar de reintegração de posse e a PBH (Prefeitura de Belo Horizonte) não tem autoridade sobre a corporação. Por isso, devemos tentar uma solução com o Governo do Estado", disse.

O impasse começou em 2008, quando o Consórcio Santa Margarida - formado pelas empresas de engenharia civil Rossi Residencial e Direcional -, propôs aos herdeiros da família Werneck a construção de um empreendimento residencial que, inclusive, beneficiaria os moradores contemplados pelo programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal.

Segundo o projeto, estava prevista a construção de 19 mil apartamentos, cujas obras deveriam começar em 2013. Todavia, em agosto do mesmo ano, cerca de 300 famílias ocuparam o terreno e montaram barracas. As cerca de famílias que hoje ocupam o local argumentam que não foram inscritas no programa e, por isso, resolveram continuar dar continuidade à ocupação.