Operários param GM e Dutra contra 2 mil cortes

Oito fábricas da montadora em São José dos Campos pararam nesta manhã; cerca de 7.200 metalúrgicos decidiram cruzar os braços e 2 mil deles interromperam, mais cedo, o fluxo da rodovia Dutra em protesto contra a possibilidade de duas mil demissões, consideradas um "detalhe" por Guido Mantega

Operários param GM e Dutra contra 2 mil cortes
Operários param GM e Dutra contra 2 mil cortes (Foto: Lucas Lacaz Ruiz/Folhapress)
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247, com Agência Brasil - As oito fábricas da General Motors (GM) em São José dos Campos (SP) permaneceram paradas na manhã desta quinta-feira 2. Os cerca de 7.200 metalúrgicos decidiram cruzar os braços em protesto contra a possibilidade de haver duas mil demissões.

A GM acatou solicitação do sindicato para concessão de licença remunerada de um dia para todos os funcionários do Complexo Industrial. Segundo o sindicato, os empregados devem voltar ao trabalho amanhã.

Mais cedo, por volta das 6h30, cerca de 2 mil trabalhadores, segundo o Sindicato, ocuparam a Rodovia Presidente Dutra, que liga São Paulo e Rio de Janeiro. A rodovia ficou fechada por cerca de 30 minutos. Faixas e pneus queimados foram usados para impedir o trânsito.

Às 18 horas de hoje, os representantes do Sindicato dos Metalúrgicos vão se reunir com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Eles discutirão formas de evitar demissões. A General Motors não participará dessa reunião.

A notícia de dispensa de trabalhadores teve início no mês passado, quando uma das oito fábricas em São José dos Campos passou a produzir apenas o modelo Classic.

Três outros carros deixaram de ser fabricados e, com a redução de produtos, a GM admitiu a existência de excedente de mão de obra, mas não precisou quantos trabalhadores poderiam ser dispensados.

No início da semana, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, causou revolta entre os metalúrgicos ao se posicionar do lado da montadora. Ele informou que a GM tinha saldo de contratações e que as demissões eram um "detalhe". O setor fechou acordo com o governo federal, que reduziu o IPI dos carros na condição de que as empresas mantivessem os postos de trabalho.

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