Oposição vê com desconfiança corte de ministérios
A decisão de reduzir o número de ministérios por parte da presidente Dilma Rousseff foi vista com ressalvas por membros da bancada de oposição. Para o líder das minorias na Câmara Federal, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), a medida "vem com atraso e sob pressão"; já o líder do DEM na Casa, Mendonça Filho (PE), afirmou que iniciativa é puro marketing" para "tirar de foco a pauta que está presente da agenda nacional que é a recessão, a crise econômica, a inflação alta e a corrupção da Petrobras"
Pernambuco 247 - A decisão de reduzir o número de ministério por parte da presidente Dilma Rousseff foi vista com ressalvas por membros da bancada de oposição. Para o líder das minorias na Câmara Federal, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), a medida "vem com atraso e sob pressão". O líder do DEM na Casa, Mendonça Filho (PE), subiu o tom e afirmou que iniciativa é puro marketing" para "tirar de foco a pauta que está presente da agenda nacional que é a recessão, a crise econômica, a inflação alta e a corrupção da Petrobras".
A defesa da iniciativa coube a um dos vice-líderes do governo, deputado Sílvio Costa (PSC-PE), que avaliou que o simbolismo do ato é mais importante que os resultados financeiros resultantes do corte de ministérios. "Existe uma discussão estéril sobre a quantidade, como se esse fosse o motivo maior da crise econômica. Então, o impacto financeiro não é tão relevante. Vamos reduzir, mas não do tamanho da relevância que a oposição sempre valorizou", observou.
Costa disse, ainda, que a iniciativa não deve criar problemas junto a base aliada, uma vez que muitos partidos da base governo cobravam a redução dos ministérios. "Não devem ter problemas com isso [partidos da base aliada], de cortar ministérios. Muitos deles não subiram na tribuna para pedir a redução?", destacou.