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Oscar Niemeyer, o eterno gênio da arquitetura

Ao completar 104 anos, o mundo parabeniza e agradece aos traos e curvas em formatos de monumentos distribudos em 27 pases e em 124 cidades

Oscar Niemeyer, o eterno gênio da arquitetura (Foto: Ricardo Stuckert / ABr - 18.03.2003)
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Brasília247 – Pai de projetos que reverenciam os traços e as curvas brasileiras, Oscar Niemeyer comemora os bem-vividos 104 anos. Maior parte deles dedicados aos brasilienses, que têm na capital do país o maior número concentrado de monumentos assinados pelo arquiteto e urbanista. O mais novo deles, o prédio do Tribunal Superior Eleitoral, será inaugurado hoje, em homenagem ao aniversário.

Em meio à comemoração centenária, obras do renomado arquiteto ainda crescem na capital. É o caso da Torre Digital, denominada de Flor do Cerrado pelo arquiteto. Era promessa do governo brindá-lo com a inauguração do monumento de 180 metros de altura (equivalente a um prédio de 62 andares); 120m de concreto e 60m de estrutura metálica da antena. Mas, o governo não conseguiu concluí-la a tempo.

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Carioca nascido no bairro de Laranjeiras, o neto de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que gostava de passar o tempo na casa dos avôs, conseguiu destacar-se num mundo colorido construindo monumentos cinzas e brancos. Em 1928, o descendente de portugueses, árabes e alemães casou-se com a filha de imigrantes italianos, Annita Baldo, para, somente depois, ingressar na Escola de Belas Artes.

Foi na escola que o então jovem aspirante a arquiteto teve seu destino selado ao começar a frequentar o ateliê de Lucio Costa e de Carlos Leão sem pedir nada em troca, diferentemente dos estudantes que almejavam uma remuneração do estágio. Os desenhos chamaram a atenção do arquiteto suíço Le Corbusier, qual o inspirou nos projetos dos ministérios que contemplam a Esplanada dos Ministérios.

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Morando no Rio, longe dos projetos em Brasília, Oscar agora tem um olhar familiar na capital. Ana Lúcia Niemeyer, a neta de Oscar, se mudou para a única quadra projetada pelo avô, a 108 Sul, de onde, nos próximos cinco anos, planeja estudar medidas para recuperar os monumentos do patriarca. Apesar de não ser arquiteta, ela conhece todos os meandros do ramo, devido à convivência com os profissionais da Fundação Oscar Niemeyer. Era ela que presidia a fundação do avô no Rio de Janeiro.

Ao se mudar para Brasília em abril do ano passado, onde morou em um apart-hotel até duas semanas atrás, Ana Lucia, 63 anos, pediu afastamento da fundação para ter isonomia ao assumir o cargo de técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Distrito Federal. Apesar de ter largado a fundação, Ana Lúcia sonha em melhorar os principais monumentos de Brasília. E não apenas os do avô. Para tanto, a socióloga planeja visitar em breve aos principais pontos turísticos da capital, para levar as anotações ao superintendente do Iphan, Alfredo Gastal.

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Hoje, Ana Lúcia viaja para o Rio de Janeiro, onde vai se reunir com a família e o avô para a comemoração de mais um aniversário.

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