Outra missão para Aécio: conter debandada de aliados em MG
Os desafios de Aécio Neves para 2015 começam a aparecer; além de ter que definir sua nova linha de atuação no Congresso e se esquivar de CPIs em Minas Gerais, o senador vê partidos que lhe apoiavam migrarem para a base do governador Fernando Pimentel (PT); Aécio tenta conter debandada em Minas, mas missão não será nada fácil; PDT, por exemplo, se nega a cumprir as ordens do senador
Minas 247 - As missões do senador Aécio Neves (PSDB) para 2014 não se mostram nada fáceis. O presidente nacional do PSDB precisa se reconstruir após a derrota para a presidente Dilma Rousseff (PT), definir uma nova linha de oposição no Congresso, enfrentar os embates internos do PSDB para 2018 e, por fim, se esquivar das CPIs em Minas Gerais e evitar a debandada de aliados no Estado em que governo por oito anos.
O governo de Fernando Pimentel (PT) estabelece um marco na política mineira após mais de uma década de comando dos tucanos. Partidos que até pouco tempo integravam a base aliada de Aécio e lhe sustentavam politicamente agora mudam de lado e apoiam o petista.
Aécio começou a força-tarefa para evitar o esvaziamento em Minas, mas o trabalho é duro. "O Aécio tem meu respeito, minha admiração e é meu candidato (à Presidência) em 2018. Mas aqui (em Minas) é outra história", disse o deputado estadual Sargento Rodrigues (PDT) ao Estadão.
"O PDT não tem nada a ver com as posições do PSDB. Tomamos uma decisão interna e vamos construir um bloco parlamentar independente. A postura do bloco não será atrapalhar o governo", explica.
O PMDB, por exemplo, que é aliado de Pimentel, já dá como certo o apoio do PSD e PV. "Grande parte do PSD também virá. Alguns deputados podem não vir e podem espernear do jeito que quiserem. Mas grande parte vem conosco", disse o vice-governador Antônio Andrade (PMDB).