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Padilha: citação de delator é 'irresponsável'

Em nota à imprensa divulgada por sua assessoria, o secretário municipal de Saúde de São Paulo, Alexandre Padilha, classificou como "absurda e irresponsável" a delação do entregador de dinheiro de Yousseff, Carlos Alexandre de Souza Rocha, que disse que o ex-ministro ficaria com "uma parte" do laboratório Labogen, usado pelo doleiro para fraudar contratos do ministério da Saúde em 2013; "É imprescindível que os jornais se recordem que não foi encontrado nenhum vínculo do ex-titular da Pasta a qualquer irregularidade"

Em nota à imprensa divulgada por sua assessoria, o secretário municipal de Saúde de São Paulo, Alexandre Padilha, classificou como "absurda e irresponsável" a delação do entregador de dinheiro de Yousseff, Carlos Alexandre de Souza Rocha, que disse que o ex-ministro ficaria com "uma parte" do laboratório Labogen, usado pelo doleiro para fraudar contratos do ministério da Saúde em 2013; "É imprescindível que os jornais se recordem que não foi encontrado nenhum vínculo do ex-titular da Pasta a qualquer irregularidade" (Foto: Aquiles Lins)

Da RBA - O secretário municipal de Saúde de São Paulo, Alexandre Padilha, por meio de sua assessoria, classificou como "absurda e irresponsável" notícia veiculada hoje (5) no portal do jornal O Estado de S. Paulo, que afirma que Padilha "iria ficar" com uma parte do laboratório Labogen, usado pelo doleiro Alberto Yousseff para fraudar contratos do ministério da Saúde em 2013.

Segundo o jornal paulista, a informação surgiu em depoimento do entregador de dinheiro de Yousseff, Carlos Alexandre de Souza Rocha, o Ceará, à Procuradoria-Geral da República (PGR). Ceará disse em delação premiada "ter ouvido do doleiro que o laboratório seria fatiado em quatro partes, uma delas assumida por Padilha, então ministro da Saúde, em parceria com o então vice-líder do PT na Câmara, André Vargas, preso e condenado na operação Lava Jato".

Confira a íntegra da nota distribuída pela assessoria do secretário:

"É absurda e irresponsável qualquer tentativa de mais uma vez vincular o nome do ex-ministro da Saúde ao referido laboratório por meio de "conversas ouvidas de terceiros" em uma delação. É imprescindível que os jornais se recordem que não foi encontrado nenhum vínculo do ex-titular da Pasta a qualquer irregularidade, mesmo após uma sindicância do Ministério da Saúde concluída há quase dois anos, uma apuração concluída pela Controladoria-Geral da União (CGU) e uma investigação da Polícia Federal (PF), não tendo sido o ex-ministro arrolado em nenhuma investigação suplementar. Ressaltamos ainda que em nenhum momento o ex-ministro esteve sob investigação da Operação Lava Jato e sempre defendeu e contribuiu com a apuração total de qualquer irregularidade pelos órgãos competentes."