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Palermo em contagem regressiva

O atacante, um dos maiores craques da histria do Boca Juniors, vai pendurar as chuteiras em junho, ao final do torneio Clausura

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247, com informações da Agência Estado – Um dos maiores ídolos da história do Boca Juniors, o atacante Martín Palermo, de 37 anos, confirmou que se aposentará no próximo mês, ao final do Torneio Clausura (Campeonato Argentino). Ele afirmou que sua decisão foi tomada após a Copa do Mundo da África do Sul, no ano passado, e que não há hipótese de voltar atrás. “Não há forma de me convencerem a seguir, já está decidido. Na minha volta da Copa do Mundo havia dito 'bom, sigo um ano a mais porque não pude voltar com o título, como queria'. Era uma possibilidade já ter me aposentado, ou seguir, mas seis meses mais não consigo”, disse o craque ao canal argentino Todo Notícias.

O jogador, apelidado de “El Loco” pela torcida, afirmou que não pode prolongar sua carreira pensando apenas nele e que o mais importante é o Boca Juniors. “Temos que pensar na união e no bem do Boca. Sou dos que pensam que nenhum jogador, nem treinador, nem ninguém, está acima de um clube como o Boca”, opinou ele, que revelou a intenção de se tornar treinador quando deixar os gramados. “Na minha comissão técnica gostaria de ter o Pato (o ex-goleiro Abbondanzieri), que estou tentando convencer. Também gostaria de ter pessoas que jogaram comigo. Também queria ter o Schiavi (ex-zagueiro)”.

Maior artilheiro da história do Boca Juniors, com 232 gols, o atacante começou sua carreira no Estudiantes de La Plata, mas ganhou destaque internacional quando desembarcou na Bombonera, em 1997. Após três temporadas, ele foi para a Espanha, onde atuou por Villarreal, Bétis e Alavés. Sem o sucesso esperado, regressou ao Boca Juniors, em 2004, e não deixou mais o clube.

Em 12 de março de 2010, o atacante marcou dois gols na vitória por 4 a 0 sobre o Arsenal de Sarandí, foi quando chegou a 220 com a camisa do clube e superou o recorde que Roberto Cherro (218 gols) mantinha desde 1938. Ele fez o gol histórico aos 9min de jogo, no estádio La Bombonera, pela 14ª rodada do torneio Clausura do Campeonato Argentino, e voltou a marcar aos 16min da etapa final. O veterano atingiu o recorde em sua nona temporada com o Boca, onde jogou em 1997/2000, com um intervalo de quatro anos no futebol espanhol, e o retorno em 2004. O lendário Roberto Cherro (1906-1965), por sua vez, fez 218 gols entre as temporadas de 1926 e 1938.

Em 1998, Palermo recebeu o Prêmio “Rei da América”, atribuído anualmente ao melhor jogador atuante em um campeonato sul-americano. Com a camisa do Boca, Palermo conquistou seis Campeonatos Argentinos, um Mundial de Clubes, duas Copas Libertadores, duas Copas Sul-Americanas e três Recopas Sul-Americanas.

Mas sua carreira não foi só de glórias. Palermo teve um fiasco que marcou para sempre sua trajetória e sua popularidade. Em 1999, no jogo pela seleção argentina contra a Colômbia pela Copa América, o atacante perdeu não apenas um, mas três pênaltis. (confira vídeo).

Assim como Diego Maradona, ele será imortalizado no clube com uma estátua financiada pelos torcedores em agradecimento aos serviços prestados. A peça de 3 metros retratará o jogador de braços abertos, comemorando um gol, e será confeccionada por Elizabeth Eichhorn, mesma artista plástica que construiu a primeira estátua de Maradona para o museu do clube.

Cada torcedor fez uma doação de 100 pesos para construção da peça e receberá um diploma numerado para certificar que participou da campanha em homenagem ao maior artilheiro da história do Boca. Juán Román Riquelme, outro ídolo e claro desafeto de Palermo, também ganhará a sua estátua, que também será financiada pelos torcedores do clube.

Martín Palermo foi casado com a brasileira Jaqueline Dutra, com quem teve duas filhas.

 

Confira os três pênaltis perdidos de Palermo contra a Colômbia: