Para a Copa, faltam 103 mil vagas em hotéis

O Brasil precisa ampliar a capacidade da rede no país de 706 mil para 809 mil hóspedes, de acordo com o 4º Balanço de Ações para a Copa divulgado este mês pelo Ministério do Esporte

Para a Copa, faltam 103 mil vagas em hotéis
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Jorge Wamburg
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Os empreendimentos do setor de turismo aumentarão em quase 15% a oferta hoteleira do Brasil nas 12 sedes da Copa do Mundo até 2014, ampliando a capacidade da rede no país de 706 mil para 809 mil hóspedes, de acordo com o 4º Balanço de Ações para a Copa divulgado este mês pelo Ministério do Esporte. Para isso, R$ 2 bilhões destinados à  reforma e construção de novos hotéis serão financiados pelo  BNDES, dos quais R$ 1,5 bilhão já estão comprometidos com projetos aprovados ou em análise.

Estão em andamento, segundo o balanço, 400 intervenções que envolvem a construção, reforma e ampliação dos centros de Atenção ao Turista, sinalização turística e obras de acessibilidade nos atrativos turísticos. Os projetos terão investimento de R$ 212,5 milhões e deverão estar prontos  até dezembro de 2013. Na qualificação profissional, 57 mil alunos passaram em 2012 pelo Pronatec Copa,  programa que pretende oferecer 240 mil vagas em 117 municípios até 2014.

Na parte de telecomunicações a Telebras entregou 70% da rede de fibra ótica prevista para atender às seis capitais que receberão jogos da Copa das Confederações de 2013 (Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador), informa o Ministério do Esporte, e toda a estrutura deverá estar pronta nessas cidades entre fevereiro e abril. A rede nas demais seis cidades-sede da Copa do Mundo será entregue até novembro de 2013.

Ao todo, serão mais de dois mil quilômetros de fibra ótica nas 12 sedes, além da ativação de 50 Pops (pontos de presença) e implantação de tecnologia DMDW para transmissão de imagem. Os investimentos no setor serão R$ 200 milhões. A Anatel também fará investimentos no setor. Serão aplicados R$ 171 milhões em 32 projetos de fiscalização e monitoramento de equipamentos, gestão do uso do espectro, suporte à mobilidade dos agentes e segurança de infraestruturas críticas.

As ações de segurança pública para o policiamento dos eventos, monitoramento do fluxo das fronteiras e integração das instituições estão sob a responsabilidade do Ministério da Justiça, que investirá R$ 1,2 bilhão nos projetos, segundo o governo. Os recursos também serão usados na construção ou reforma dos locais que irão abrigar os 12 centros integrados de Comando e Controle Regionais. Seis deles estarão em funcionamento para a Copa das Confederações.

Os dois centros de Comando e Controle Nacionais, que ficarão no Rio de Janeiro e em Brasília, têm previsão de entrega no primeiro semestre de 2013. Foram adquiridos equipamentos como imageador aéreo, kitantibomba, conjunto de armamento e munição e salas-cofre. O Ministério da Defesa investirá R$ 700 milhões para controle do espaço aéreo, marítimo e fluvial, segurança cibernética, prevenção e combate ao terrorismo, fiscalização de explosivos, entre outras. 

Com o objetivo de atender à demanda adicional de energia que ocorrerá com a Copa das Confederações e da Copa do Mundo, serão investidos R$ 1,7 bilhão em ações de geração, transmissão e distribuição de energia. Os operadores de estádios serão os responsáveis pela implantação de geradores e sistema de alimentação ininterrupta nos locais dos jogos. Os investimentos em linhas de transmissão e instalações nas cidades-sede para atender aos critérios de segurança diferenciados ficarão a cargo das empresas transmissoras.

As obras de reforço à estrutura atual, como subestações e linhas de distribuição, serão feitas pelas empresas distribuidoras de energia, que entregarão os empreendimentos para a Copa das Confederações até abril do próximo ano, segundo o 4º Balanço de Ações para a Copa do Ministério do Esporte.

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