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Para Tasso, votação no Senado deve refletir resultado da Câmara

Embora tenha dito há alguns meses que era de "uma geração para a qual a conquista da democracia é sagrada", o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) apoia o golpe iniciado na Câmara dos Deputados e que agora chega ao Senado; embora considere que "Temer é uma incógnita", disse que seu partido deverá apoiar um futuro governo do vice-presidente; sem comentar quais crimes a presidente Dilma teria cometido, colocou a crise econômica como justificativa para o golpe

Embora tenha dito há alguns meses que era de "uma geração para a qual a conquista da democracia é sagrada", o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) apoia o golpe iniciado na Câmara dos Deputados e que agora chega ao Senado; embora considere que "Temer é uma incógnita", disse que seu partido deverá apoiar um futuro governo do vice-presidente; sem comentar quais crimes a presidente Dilma teria cometido, colocou a crise econômica como justificativa para o golpe (Foto: Fatima 247)
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Ceará247 - O senador Tasso Jeireissati (PSDB/CE) disse acreditar que as votações iniciais do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado repitam o resultado desfavorável ao governo ocorrido na Câmara dos Deputados. A declaração foi dada em entrevista coletiva em Fortaleza. Esquecendo o que disse há alguns meses atrás sobre a defesa da democracia, o senador Tasso Jereissati defende o golpe iniciado na Câmara dos Deputados e que agora chega ao Senado. Em coletiva ontem Tasso declarou que o PSDB pode apoiar um possível governo Michel Temer com base "em princípios" e colocou a "defesa de apoio ao juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações da Operação Lava Jato", como um desses princípios. Esqueceu de falar sobre o que o PSDB acha do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Parece que o reconhecido judicial e publicamente recebimento de propina de Cunha não impede que ele vire vice-presidente, com o apoio do PSDB. 

Tasso disse ainda que “Temer é uma incógnita. Ele é um político experiente, com larga visão de mundo, é professor de Direito Constitucional, tem nível e condições para fazer esse trabalho de transição. Agora resta esperar um pouco para ver quais serão suas iniciativas.”

Sem comentar quais crimes a presidenta Dilma teria cometido, colocou a crise econômica como justificativa para o golpe. De acordo com a matéria de ontem do jornal O Povo, "bem humorado e satisfeito com o resultado da votação da noite anterior, Tasso disse que a saída da presidente “é a única maneira de tentar reativar a economia brasileira que está indo ladeira abaixo”.

Em janeiro e fevereiro deste ano, em entrevistas à imprensa, Tasso se colocava como defensor da democracia. "Eu sou de uma geração para a qual a conquista da democracia e sagrada. Isso vale mesmo três anos de sacrifício. Mas como eu disse antes, vai ser muito doloroso para o país viver três anos do jeito que estamos vivendo" (O POVO).

"Venho de uma geração que pegou a ditadura no auge.P ara mim, a democracia e defesa das instituições são sagradas. Ninguém das pessoas que convivo admite quebra das instituições (Revista Época).