Parece que o PSDB passa por um momento “esquizofrenia”, diz deputado
A divisão no PSDB sobre a continuidade no governo de Michel Temer tem gerado atritos com peemedebistas; deputado federal Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG) cobrou fidelidade da sigla tucana; de acordo com o parlamentar, o papel da legenda tem sido "ridículo"; "Quando você defende uma posição, tem que ir até o fim", ao comentar sobre a divisão no partido acerca da permanência na gestão Temer, o parlamentar disse que o PSDB parece passar por um momento de "esquizofrenia"
Minas 247 - Deputado federal Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG) cobrou fidelidade do PSDB ao governo de Michel Temer. De acordo com o parlamentar, o papel da sigla tucana tem sido "ridículo" no governo de Michel Temer, o primeiro presidente denunciado por corrupção na história do País.
"Partido que compõe quatros grandes ministérios, tem uma força descomunal, domina um orçamento enorme, e não tem qualquer compromisso, seja com a denúncia, seja com o orçamento do governo. Parece que passa por um momento de esquizofrenia", disse durante entrevista ao jornal O Tempo. "Quando você defende uma posição, tem que ir até o fim", acrescentou.
Após a denúncia contra Temer, ficou incerta a continuidade do PSDB no governo de Michel Temer, que, segundo pesquisa Datafolha divulgada no final do mês passado, tem apenas 7% de aprovação, a popularidade mais baixa em 28 anos.
Em delação, os donos da JBS, os empresários Joesley Batista e seu irmão Wesley, afirmaram que Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS). Depois, o parlamentar foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. O empresário disse a Temer que estava dando ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: "Tem que manter isso, viu?".
Temer tem negado as acusações e classificou a gravação da JBS como "clandestina" e "manipuladora".