Paulinho da Força, que apoiou o golpe, diz que trabalhador virou escravo

O deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), que ajudou o senador Aécio Neves (PSDB-MG) a articular o golpe parlamentar de 2016, que instalou Michel Temer no Palácio do Planalto, divulgou nota nesta quinta-feira para dizer que os trabalhadores brasileiros foram condenados à escravidão com o projeto de terceirização aprovado ontem; "É inaceitável!", diz ele; mas se é assim, por que apoiou o golpe?

www.brasil247.com - Senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB reunido com integrantes do Sindicato Nacional dos Aposentados. Ao seu lado Paulinho da Força Sindical. São Paulo, 05/05/2014 - Foto Igo Estrela/ObritoNews
Senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB reunido com integrantes do Sindicato Nacional dos Aposentados. Ao seu lado Paulinho da Força Sindical. São Paulo, 05/05/2014 - Foto Igo Estrela/ObritoNews (Foto: Leonardo Attuch)


SP 247 – O deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), um dos grandes apoiadores do golpe parlamentar de 2016, que instalou Michel Temer no Palácio do Planalto, divulgou nota nesta quinta-feira para dizer que os trabalhadores brasileiros foram condenados à escravidão com o projeto de terceirização aprovado ontem.

Confira abaixo:

A terceirização aprovada condena o trabalhador à escravidão

É inaceitável!

O projeto de terceirização, PL 4302/98, aprovado nesta quarta-feira, dia 22, é um retrocesso e acaba com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Com mais de 12 milhões de desempregados, o trabalhador não pode ser ainda mais penalizado pelo governo para resolver a grave crise político/econômica do País. 

Essa terceirização promove uma reforma trabalhista e sindical. Aumenta a insegurança jurídica, acaba com os direitos trabalhistas, divide as categorias e permite que o setor patronal faça o que bem entender com os sindicatos dos trabalhadores.

O trabalhador ganhará menos, trabalhará mais e ficará exposto a acidentes de trabalho. O governo Temer e o Congresso Nacional atendem somente a interesses da classe empresarial.

As centrais sindicais condenam o projeto da forma que foi aprovado. Seguimos firmes na organização de nossas bases, cobrando a abertura de negociações e a manutenção da proibição de terceirização na atividade fim.

As centrais sindicais reinteram todos os esforços de mobilização dos trabalhadores, mas afirmam estar abertos ao dialogo.

Paulo Pereira da Silva (Paulinho)
Presidente da Força Sindical

Vagner Freitas
Presidente da CUT

Ricardo Patah
Presidente da UGT

Adilson Araújo
Presidente da CTB

José Calixto Ramos
Presidente da Nova Central

Antonio Neto
Presidente da CSB

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