Paulistano pode economizar até R$ 1.703,93 em supermercado se pesquisar preços

Apesar de muitos consumidores já estarem cansado de ouvir que é importante pesquisar os preços antes de comprar, muitos não praticam essa dica. No entanto, uma pesquisa realizada pela Proteste Associação de Consumidores mostra o quanto pode-se economizar com uma simples pesquisa; os preços médios das cestas nos últimos cinco anos chegaram a variar 41% em São Paulo

Apesar de muitos consumidores já estarem cansado de ouvir que é importante pesquisar os preços antes de comprar, muitos não praticam essa dica. No entanto, uma pesquisa realizada pela Proteste Associação de Consumidores mostra o quanto pode-se economizar com uma simples pesquisa; os preços médios das cestas nos últimos cinco anos chegaram a variar 41% em São Paulo
Apesar de muitos consumidores já estarem cansado de ouvir que é importante pesquisar os preços antes de comprar, muitos não praticam essa dica. No entanto, uma pesquisa realizada pela Proteste Associação de Consumidores mostra o quanto pode-se economizar com uma simples pesquisa; os preços médios das cestas nos últimos cinco anos chegaram a variar 41% em São Paulo (Foto: Leonardo Attuch)
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Do Infomoney – Apesar de muitos consumidores já estarem cansado de ouvir que é importante pesquisar os preços antes de comprar, muitos não praticam essa dica. No entanto, uma pesquisa realizada pela Proteste Associação de Consumidores mostra o quanto pode-se economizar com uma simples pesquisa.

O 11º levantamento anual de preços dos supermercados brasileiros apontou que os moradores de São Paulo podem economizar até R$ 1.703,93 no ano se avaliarem os preços dos produtos primeiro.

Essa economia anual para uma cesta de 104 produtos, de marcas líderes, ocorre se a opção for pelo estabelecimento mais barato do levantamento (Atacadão da Av. Doutor Custódio de Lima, 297, na Zona Leste), em comparação ao local em que foram encontrados os preços mais altos da Capital (Liviero, da Rua Carlos Liviero, 678).

“Pesquisar antes de fazer a compra do mês é fundamental. A variação de preços de uma cidade, dependendo do ponto de venda, pode ser muito grande, até em supermercados de uma mesma rede. Por isso, às vezes, vale a pena atravessar a rua e conferir o preço em outro local antes de fazer as compras”, afirma a associação.

No levantamento, por exemplo, foi constatado que a compra sai 22% mais barata no Makro da Avenida Marechal Tito, 2391, em relação ao D’avó, situado na mesma avenida, nº 3333.

Além disso, as diferenças de preços para os mesmos produtos são grandes. Foi constatada diferença de 134% para o pacote de 200g do biscoito Triunfo, cream cracker – encontrado por R$ 2,09 em um local, e por R$ 4,90 em outro mercado. E o pacote de 1 quilo de cortes de filé de peito de  frango congelado custava R$ 7,35 num local e R$ 15,97 noutro mercado, uma diferença de 117%.

Os preços médios das cestas nos últimos cinco anos chegaram a variar 41% em São Paulo, 52% em Pernambuco, 51% no Ceará e na Paraíba, 50% no Rio Grande do Norte e 42% no Rio de Janeiro, no caso da completa, com 104 itens de produtos de marcas líderes.

Florianópolis foi vilã de preços médios entre as 20 cidades pesquisadas. A compra de supermercado catarinense sai 11% mais cara do que no Espírito Santo, onde foi encontrado o menor preço médio para a cesta de 104 itens.

Em média, o consumidor de São Paulo gastou R$ 440,86, enquanto o de Santa Catarina desembolsou R$ 470,84 na compra dos 104 produtos da cesta composta de produtos de marcas líderes. E no Espírito Santo, onde foi encontrado o preço mais baixo, o consumidor precisou de R$ 425,23 para adquirir esta cesta.

No Distrito Federal, a cesta completa ficou 21% mais cara que em 2014. Já São Paulo foi o estado em que a cesta de produtos sem marca  teve a maior variação em relação  ao ano passado (16%). 

Veja o quanto é possível economizar nas 20 cidades pesquisadas:

Cidade

Cesta 1

Cesta 2

São Paulo

R$ 1.703,93

R$ 1.890,91

Rio de Janeiro

R$ 2.119,43

R$ 2.118,54

Salvador

R$ 1.573,91

R$ 2.235,43

Brasília

R$ 974,21

R$ 1.486,52

Fortaleza

R$ 860,84

R$ 1.032,65

Belo Horizonte

R$ 1.007,53

R$ 1.202,70

Curitiba

R$ 1096,56

R$ 967,37

Recife

R$ 670,69

R$ 612,18

Porto Alegre

R$ 884,36

R$ 842,52

Goiânia

R$ 924,66

R$ 1.162,62

Guarulhos

R$ 765,54

R$ 767,86

Campinas

R$ 1.447,76

R$ 1.384

Natal

R$ 776,60

R$ 935,89

João Pessoa

R$ 943,10

R$ 1012,50

Jaboatão dos Guararapes

R$ 295,24

R$ 597,42

Niterói

R$ 964

R$ 1.201,96

Vila Velha

R$ 703,60

R$ 1.178,09

Florianópolis

R$ 1.747,27

R$ 2.198,59

Olinda

R$ 968,10

R$ 134,56

Vitória

R$ 975,30

R$ 762,89

Fonte: Proteste

Inflação
A pesquisa destaca que a inflação também influencia muito no preço final das compras de supermercado. No site da Proteste há uma lista de produtos que registraram altas, como o feijão, que está 24% mais caro em Goiânia; já o leite subiu 20,4% em Belo Horizonte.

Metodologia
Foram simuladas duas cestas de compras: uma com produtos de marca, outra sem marca, com menores preços. Os pesquisadores agiram como consumidores à procura do menor preço, evitando os dias de promoções de alguns setores. 

Foram comparados os pontos de venda visitados para apontar o supermercado mais barato. E, tomando esse local por base, a indicação de quanto os demais são mais caros. 

Para calcular o custo de cada cesta, foi levando em conta o peso de cada produto nos hábitos de consumo do brasileiro. Isso porque os produtos têm importâncias diferentes de consumo. As lojas mais bem classificadas são as que vendem mais barato os produtos mais consumidos.

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