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Paulistanos mudariam por mais qualidade de vida

Motivo mais forte para deixar São Paulo e trabalhar em outra cidade não é ganhar mais

Paulistanos mudariam por mais qualidade de vida

Luciane Macedo _247 - Quem ama a terra da garoa, mesmo quando, há tempos, ela não vê nem uma chuvinha, ou, ao contrário, quando é engolfada pelo caos das enchentes, diz que não deixa São Paulo por nada. A maior cidade do País segue motivando quem nela vive e trabalha, ora pelo amor, ora pelo ódio, e é o destino preferencial de quem quer progredir na carreira e ganhar dinheiro. As melhores oportunidades profissionais e os salários mais atraentes, acreditam muitos, ainda estão em São Paulo.

Mas será que a cidade já saturou os nervos dos paulistanos e já passou do ponto como manancial de oportunidades e ganhos profissionais? Uma sondagem feita pela empresa Análise, Pesquisa e Planejamento de Mercado (APPM) mostrou que quase metade dos paulistanos, 45% dos entrevistados, estão dispostos a aceitar uma proposta de emprego em outra cidade. E ganhar mais, ao contrário do que se poderia pensar, não é o maior motivador para a mudança.

O motivo preferencial pelo qual os paulistanos (34%) deixariam São Paulo para morar e trabalhar em outra cidade é ter mais qualidade de vida. O segundo motivo mais citado para fazer as malas e trocar de emprego foi a oportunidade de crescer na carreira (18% dos entrevistados). Rechear o bolso com um aumento de salário considerável ficou em terceiro lugar como motivador para deixar São Paulo para trás (14% dos respondentes).

Entre os paulistanos que aceitariam trabalhar em outra cidade, a maioria é de homens com idades entre 25 e 34 anos. A pesquisa da APPM mostrou ainda que 67% só abririam mão de trabalhar na capital paulista se pudessem mudar de cidade com a família junto.

Os que não trocariam São Paulo por outra cidade para trabalhar são 39%. Outros 8% disseram que a decisão dependeria da proposta de emprego, enquanto 3% responderam que teriam de avaliar a cidade de destino.

A pesquisa da APPM foi realizada na Grande São Paulo com mil entrevistados de idades entre 16 e 60 anos.