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Paulo ameaça licitar Eixão. Vai arcar com o subsídio?

Prefeito alega que renovação da concessão à Metrobus passa obrigatoriamente pela construção do VLT pelo governo do Estado, que pode desistir da obra; revisão do contrato, porém, pode trazer sério ônus político ao petista, já que a linha, que transporta cerca de 300 mil passageiros por dia, conta com subsídio do governo de 50% na tarifa; estaria o prefeito disposto a assumir uma despesa de cerca de R$ 100 milhões por ano ou um desgaste que nem Iris topou?

Paulo ameaça licitar Eixão. Vai arcar com o subsídio?

Goiás247_ Prefeitura de Goiânia e governo estadual travam mais uma batalha nos bastidores. A bola da vez é o Eixo Anhanguera, a linha de transporte coletivo mais movimentada da Capital e que transporta quase 300 mil usuários por dia. Informação na coluna Giro, do jornal O Popular que circulou na segunda-feira (17) mostra que o Paço Municipal pretende rever a concessão do Eixão caso o governo estadual desista de construir na linha o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

O prefeito Paulo Garcia (PT) afirma que caso o projeto seja mesmo engavetado pelo governador Marconi Perillo é necessário que a discussão seja retomada, pois na renovação do contrato de concessão ficou acertada a construção do VLT. Nos últimos dias, notícias deram conta de que o governo poderia desistir de executar a obra, que começaria neste segundo semestre e demoraria dois anos para ficar pronta.

Assim, Perillo não estaria tão convicto se vale a pena ter desgastes em plena campanha eleitoral com o Eixão sendo destruído e gerando transtornos para usuários do transporte coletivo e comerciantes.

Essa nova ameaça de Paulo Garcia, de romper a concessão do Eixão para a estatal Metrobus (ele já ameaçou romper a concessão da Saneago), no entanto, poderia ser um presente para o governo. Afinal de contas, o Executivo Estadual gasta perto de R$ 100 milhões por ano para bancar o subsídio que faz a passagem do Eixão (R$ 1,35) custar a metade da tarifa normal (R$ 2,70).

A prefeitura teria condições de assumir este compromisso? Paulo Garcia chamaria mesmo a responsabilidade para si e mesmo enfrentando crise aguda na saúde e com obras paralisadas (Macambira-Anicuns) assumiria essa despesa?

Iris Rezende, prefeito à época na renovação do contrato de concessão, cogitou licitar o Eixo Anhanguera (o file mignon do sistema em Goiânia) à iniciativa privada. Mas, como não poderia garantir o subsídio da metade da passagem, preferiu renovar com o governo estadual e evitar o desgaste da elevação da tarifa junto à população.