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Paulo Borges se diz injustiçado e ataca Ministério Público

Vereador ocupa tribuna da Câmara e faz seu discurso de defesa; "Para muitos já estou condenado", disse o vereador, que foi preso na Operação Jeitinho acusado de irregularidades na Amma; Paulo Borges criticou ação do Ministério Público: "MP é o fiscal da lei e não pode praticar injustiça", desabafou

Paulo Borges se diz injustiçado e ataca Ministério Público

Goiás 247_ Vereador Paulo Borges começou seu discurso de defesa agradecendo sua família (esposa e filhos) que estava na Câmara. Emocionado, o peemedebista abriu sua fala citando uma fala do Barão de Montesquieu: “O juiz não pode criar leis”.

O vereador lembrou que ficou detido por “três longos dias”. “É injusto o calvário que venho passando”, protestou. Na sequência, Paulo Borges narrou em detalhes a chegada das autoridades e da polícia no seu apartamento no Setor Bueno, no dia 15 deste mês.

“Exatamente às 6 h a campainha do meu apartamento começa a tocar com gritos de um histérico promotor, que queria entrar no lugar mais sagrado de um homem, seu lar”.

“Dois policiais fortemente armados com fuzis como se tivessem procurando o bandido mais perigoso do País”, disse o vereador.

“Não tive direito a telefonema, meu celular e o da minha esposa foram levados pelo oficial de Justiça”.

O discurso continuou e Paulo começou a atacar o Ministério Público. “O MP vem cometendo abusos e excessos por parte de alguns promotores. MP é o fiscal da lei e não pode praticar injustiça”, desabafou o peemedebista.

CEI da Câmara

Paulo ainda afirmou no seu discurso que já assinou a CEI para apurar as possíveis irregularidades na Amma. “Não existe gravação que me incrimine”, disse. O vereador ainda manifestou solidariedade ao colega Welington Peixoto (PSB), que também é citado na denúncia. Neste momento Paulo Borges foi aplaudido.

Paulo ainda disse que foi o quarto mais vereador mais votado e quem tem história na Câmara. “Não existem fundamentos jurídicos mínimos para eu ser detido”. “Para muitos já estou condenado”, desabafou novamente.


Paulo Borges encerrou seu discurso com citação do pensador Samuel Johnson: “É melhor sofrer uma injustiça que praticá-la, assim como às vezes é melhor ser enganado do que não confiar”.

Ao final foi aplaudido.